Apontado como um dos líderes do Primeiro Comando da Capital (PCC) e condenado a quase 126 anos de prisão, Gerson Palermo foi preso nesta terça-feira (26) na região de Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia. Foragido desde 2020, ele havia deixado o presídio federal de segurança máxima de Campo Grande após decisão judicial, rompeu a tornozeleira eletrônica poucos dias depois e passou a integrar a lista dos criminosos mais procurados do país.
Palermo ganhou notoriedade nacional após participar, em 2000, do sequestro de um Boeing 727 da antiga Vasp durante um mega-assalto que roubou cerca de R$ 5,5 milhões em malotes do Banco do Brasil. Anos depois, também foi condenado por comandar um esquema internacional de tráfico de cocaína entre Bolívia e Mato Grosso do Sul.
A soltura do criminoso em 2020 levou à abertura de investigação no Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que puniu o então desembargador Divoncir Schreiner Maran com aposentadoria compulsória por conceder prisão domiciliar sem comprovação médica adequada, segundo o órgão.
Segundo o relator do processo, o conselheiro João Paulo Schoucair, a decisão foi tomada sem comprovação médica e ultrapassou os limites da atuação judicial.
O CNJ também apontou que investigações da Polícia Federal identificaram movimentações financeiras incompatíveis com a renda declarada do magistrado. Ao Fantástico, neste domingo (24), a defesa do desembargador negou “a prática de qualquer irregularidade”. Leia a nota na íntegra abaixo:
“O Desembargador Divoncir Schreiner Maran e sua esposa negam a prática de qualquer irregularidade e aguardam acesso à investigação para apresentar sua defesa. Qualquer pré-julgamento é imprudente antes que os investigados possam ter conhecimento dos detalhes da investigação e exercer seu direito constitucional à defesa”.

