O Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (Dracco) segue investigando o vídeo que mostra uma suposta manobra arriscada de um avião nas proximidades da Ponte da Rota Bioceânica, em Mato Grosso do Sul.
As imagens, que viralizaram nas redes sociais, foram registradas por um morador e mostram a aeronave em baixa altitude, dando a impressão de que teria passado por baixo da estrutura. A cena gerou controvérsia: enquanto alguns acreditam que a manobra realmente ocorreu, outros levantam a hipótese de manipulação por Inteligência Artificial. Um segundo vídeo, gravado de dentro da aeronave, mostra uma criança questionando a possível manobra, o que aumentou a repercussão do caso.
A investigação ganhou força após a confirmação de que o avião pertence ao prefeito de Porto Murtinho, Nelson Cintra, que ainda não se pronunciou publicamente sobre o episódio.
De acordo com a apuração, os investigadores não têm dúvidas quanto à realização do voo nem sobre a propriedade da aeronave. O foco agora é determinar se houve, de fato, manobra que possa ter colocado em risco a segurança da obra e de pessoas.
Caso irregularidades sejam comprovadas, a conduta pode ser enquadrada no artigo 261 do Código Penal Brasileiro, que trata de atentado contra a segurança do transporte aéreo, com pena de dois a cinco anos de reclusão. Também pode ser aplicado o artigo 132, referente à exposição da vida ou saúde de terceiros a perigo direto e iminente, com pena de detenção de três meses a um ano, caso não configure crime mais grave.
