Escola estadual combina produções autorais, inteligência artificial e atividades em grupo para estimular participação e pensamento crítico
Charges desenhadas à mão, inteligência artificial e jogos fazem parte das aulas de História na Escola Estadual Maestro Heitor Villa-Lobos, em Campo Grande. As atividades envolvem estudantes do ensino integral e buscam ampliar a participação dos alunos na construção do conhecimento.
Em uma das propostas, os estudantes produziram charges relacionando conteúdos históricos a problemas atuais. Primeiro, desenvolveram os desenhos com suas próprias ideias. Depois, utilizaram a inteligência artificial para buscar referências visuais e comparar os resultados.
“Usamos IA para nos dar referências de ideias. E nós desenhamos e usamos a IA para comparar a versão humana com a da inteligência artificial”, explicou Yazo Leonardo, aluno do 9º ano.
Segundo a professora de História Mariely Zambianco, a tecnologia funciona como apoio, preservando a autoria, a criatividade e a identidade dos estudantes.
As aulas também incluem debates em duplas e grupos, mapas mentais e desafios sobre temas como a República Oligárquica e as revoluções Francesa e Industrial. Jogos de memória e de tabuleiro ajudam a revisar conteúdos, entre eles a Pré-História e o surgimento das primeiras sociedades.
Para a coordenadora de práticas inovadoras Larissa Salvá, o diferencial está na escolha de atividades que incentivem investigação, diálogo e resolução de problemas. A assessora escolar Ana Célia Ferreira ressalta que os resultados dependem do planejamento e da condução das propostas.
As atividades seguem as competências e habilidades previstas na Base Nacional Comum Curricular (BNCC).
Com informações da Agência de Notícias do Governo de Mato Grosso do Sul.
