Gaeco cumpriu buscas e medidas cautelares em sete cidades de MS durante a Operação Trama Oculta
Uma investigação sobre acordos entre empresas de confecções para manipular compras públicas levou o Gaeco a sete municípios de Mato Grosso do Sul nesta quarta-feira (28). Batizada de Trama Oculta, a operação apura suspeitas de fraude em 15 licitações, cujos contratos totalizam aproximadamente R$ 3 milhões.
Segundo o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), os empresários investigados combinavam os valores das propostas antes da realização dos pregões. Assim, empresas que deveriam disputar os contratos apresentariam preços previamente acertados, criando uma aparência de concorrência e aumentando os custos para os cofres públicos.
Os investigadores também apontam indícios de que servidores públicos teriam sido cooptados para favorecer o grupo e facilitar o superfaturamento das contratações.
Foram cumpridos 28 mandados de busca e apreensão e 14 mandados de medidas cautelares diversas da prisão. A ação alcançou endereços em Anastácio, Caarapó, Campo Grande, Dourados, Mundo Novo, Jardim e Sidrolândia.
Celular revelou suspeitas
O ponto de partida da investigação foi o conteúdo de um aparelho apreendido na Operação Malebolge. Durante a análise, o Gaeco encontrou elementos que indicariam a existência de outro esquema ligado ao fornecimento de produtos do setor de confecções.
A Malebolge investigava fraudes em contratações superiores a R$ 10 milhões, relacionadas à aquisição de uniformes e outros materiais. Naquela operação, foram cumpridos mandados em Água Clara, Campo Grande, Rochedo e Terenos.
As apurações integram uma sequência de investigações iniciada com provas obtidas na Operação Turn Off. A análise dos celulares recolhidos naquela ação levou à Malebolge e, posteriormente, às suspeitas agora investigadas pela Trama Oculta.
Buscas em Sidrolândia
Entre os locais que receberam equipes em Sidrolândia está a Priscila Malhas, conforme informações do Região News reproduzidas pelo Correio do Estado. A empresa pertence a Priscilla Depiné, esposa de Welbet José Biaggi de Amorim, ex-secretário municipal de Administração e atual secretário especial.
Agentes também estiveram na residência do casal, no Eco Parque Fratelli.
O nome escolhido para a operação faz alusão à atividade das empresas investigadas e aos supostos acordos firmados nos bastidores dos pregões. Para o MPMS, essas articulações permitiriam simular disputas e elevar os preços pagos pela administração pública.
