Estado contabilizou 41 registros no balanço nacional; violação do sigilo do voto liderou as irregularidades, enquanto forças de segurança conduziram 131 pessoas em todo o País
Mato Grosso do Sul apareceu entre os estados com maior número de ocorrências relacionadas ao segundo turno das eleições presidenciais de 2026. Conforme balanço parcial do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), divulgado no domingo (25), o Estado registrou 41 casos até as 18h, ficando atrás apenas do Rio Grande do Sul, que contabilizou 51 ocorrências.
O levantamento nacional apontou 548 registros envolvendo possíveis irregularidades eleitorais. Durante a operação, 131 pessoas foram conduzidas pelas forças de segurança. Também foram apreendidos R$ 1.897 em dinheiro, 863 materiais de propaganda eleitoral e sete veículos.
A principal irregularidade identificada no País foi a violação ou tentativa de violação do sigilo do voto. Foram 207 registros, equivalentes a aproximadamente 38% do total. A prática inclui situações como fotografar ou filmar o voto dentro da cabine eleitoral, conduta proibida pela legislação.
A boca de urna apareceu na segunda posição, com 76 ocorrências, seguida pela propaganda eleitoral irregular, com 62 registros. As autoridades também contabilizaram oito casos de transporte ilegal de eleitores.
MS registra 12 ocorrências de crimes eleitorais em balanço estadual
Em Mato Grosso do Sul, os números estaduais foram atualizados na manhã desta segunda-feira (26). Segundo a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), foram registradas 12 ocorrências de natureza eleitoral, seis delas com flagrantes.
Do total, nove casos foram encaminhados à Polícia Civil e três à Polícia Federal. A violação do sigilo do voto também liderou as ocorrências no Estado, com sete registros, seguida pela boca de urna, com três.
Bataguassu concentrou três casos, enquanto Campo Grande registrou dois. As demais ocorrências foram distribuídas entre municípios do interior. Ao todo, 3.300 policiais estaduais participaram da operação de segurança durante a votação.
Paralelamente às ocorrências policiais, o Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE-MS) informou 43 registros envolvendo urnas eletrônicas durante o segundo turno.
Os problemas incluíram falhas em teclados, baterias e sistemas de identificação biométrica, além de travamentos que exigiram intervenções técnicas e, em alguns casos, substituição dos equipamentos.
Apesar das dificuldades pontuais, não houve registro de interrupção definitiva da votação em decorrência dessas falhas.
Os números do TRE-MS, da Sejusp e do Ministério da Justiça pertencem a levantamentos diferentes. Por isso, não devem ser somados ou tratados como se representassem a mesma categoria de ocorrência.
Mato Grosso do Sul supera estados mais populosos
No levantamento parcial do Ministério da Justiça, Mato Grosso do Sul ficou à frente de unidades da Federação com populações maiores, como São Paulo, Minas Gerais e Pernambuco.
Mato Grosso e Pernambuco apareceram com 36 registros cada, seguidos pela Paraíba, com 32, Paraná, com 26, Santa Catarina, com 25, Minas Gerais, com 22, e São Paulo, com 21.
A posição ocupada por Mato Grosso do Sul chama a atenção pelo volume absoluto de registros, mas não significa necessariamente que tenha apresentado maior incidência proporcional de irregularidades, já que o ranking não considera o tamanho do eleitorado.
Primeiro turno teve mais de mil ocorrências
No primeiro turno, realizado em 4 de outubro, as autoridades de segurança contabilizaram 1.113 ocorrências relacionadas a possíveis crimes eleitorais em todo o Brasil.
Naquela etapa, a boca de urna liderou as estatísticas, com 373 registros, seguida pela propaganda eleitoral irregular, com 335, e por suspeitas de compra de votos ou corrupção eleitoral, com 132 casos.
As operações resultaram na apreensão de aproximadamente R$ 6,6 milhões em dinheiro, quatro armas, mais de 316 mil materiais de campanha e 13 veículos.
Em comparação com os números parciais do segundo turno, houve redução no volume nacional de registros. Entretanto, os dados devem ser analisados considerando que a segunda votação envolveu uma disputa presidencial e ocorreu em circunstâncias diferentes das do primeiro turno.
O balanço das 18h de domingo ainda estava sujeito a atualizações e à consolidação definitiva das informações pelos órgãos de segurança pública.
Fontes: Ministério da Justiça e Segurança Pública, Polícia Federal, Sejusp-MS, TRE-MS e levantamentos publicados pelo Campo Grande News.
