O empresário Felipe Padilha Teixeira foi preso em flagrante na manhã de quinta-feira (22), dentro da Câmara Municipal de Campo Grande, sob suspeita de descumprir uma medida protetiva de urgência. Ele é conhecido na Capital pelos estabelecimentos Bifão da Coophasul e Bar do Ryco.
Segundo a Polícia Militar, uma equipe foi acionada para atender à ocorrência e encontrou o empresário nas dependências do Legislativo. Durante a abordagem, Felipe disse que sabia da existência da restrição judicial.
Ao explicar sua presença no local, Maicon Nogueira (PP) sobre problemas de buracos e asfalto na região onde mora.
Após ser informado sobre seus direitos, Felipe foi encaminhado ao plantão da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), onde a ocorrência foi apresentada para registro e demais providências.
Conforme a PM, o empresário não apresentava lesões corporais. A mulher que solicitou o atendimento, identificada como vítima na ocorrência, também estava sem ferimentos.
Previsto no artigo 24-A da Lei Maria da Penha, o descumprimento de medida protetiva tem pena de dois a cinco anos de reclusão e multa. As determinações judiciais buscam proteger a integridade da mulher e podem incluir restrições de aproximação e contato.
O advogado Fabrício Moraes afirmou que foi procurado pelo cliente após a ocorrência. Segundo ele, o empresário relatou que tinha uma agenda com vereadores para tratar de melhorias na pavimentação do bairro e informou à defesa que a própria ex-esposa teria acionado a polícia.
“Ele nos contatou informando que havia sido feita uma denúncia, salvo engano por ela mesma, de que ele havia quebrado a protetiva”, disse o advogado

