Viviane Luiza e Jaime Verruck aparecem entre os possíveis retornos; Luiz Ovando busca espaço na Saúde, enquanto Segurança Pública e MSGás também estão no radar das mudanças
A montagem da equipe para o segundo mandato do governador Eduardo Riedel (PP) movimenta os bastidores políticos de Mato Grosso do Sul. Ex-secretários que deixaram seus cargos para disputar as eleições estão entre os nomes cotados para retornar à administração, enquanto aliados buscam espaço no governo a partir de janeiro de 2027.
A primeira mudança após a reeleição já foi formalizada na Comunicação. Frederico Felini assumiu o lugar de Frederico Fukagawa Hozano de Souza, conhecido como “Tico”. A nomeação foi publicada no Diário Oficial do Estado em 6 de outubro, dois dias depois da votação que garantiu a permanência de Riedel no cargo.
Apesar das articulações, o governador declarou que a escolha dos auxiliares será precedida por uma avaliação da estrutura administrativa e das necessidades da próxima gestão. Riedel também afirmou que não pretende distribuir cargos apenas para atender a interesses partidários.
Entre os possíveis retornos está o da ex-secretária estadual da Cidadania, Viviane Luiza (PSDB). Ela deixou a pasta em abril para concorrer à Câmara dos Deputados e recebeu 45.083 votos nas eleições de 4 de outubro, mas não conquistou uma cadeira.
Nos bastidores, Viviane é considerada um nome importante para a gestão, e há movimentações para que reassuma a Secretaria Estadual de Cidadania, atualmente comandada por José Francisco Sarmento Nogueira. Até o momento, porém, o retorno não foi anunciado oficialmente.
Também é apontada como provável a volta de Jaime Verruck (Republicanos) à Secretaria Estadual de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc). O ex-secretário se afastou para disputar uma vaga de deputado federal, recebeu 49.585 votos e não conseguiu se eleger.
Verruck pretende reassumir a pasta, hoje dirigida por Artur Falcette. Embora seu nome tenha força nas articulações, a definição ainda depende do governador.
Na Secretaria Estadual de Saúde, o deputado federal Dr. Luiz Ovando (PP) busca espaço após não conseguir renovar o mandato. Médico e integrante do mesmo partido de Riedel, ele divulgou material à imprensa defendendo seu nome para o comando da pasta.
Ovando apresenta a formação profissional e a afinidade partidária como argumentos para substituir Maurício Simões Corrêa, que já demonstrou interesse em deixar a secretaria. Não há, contudo, confirmação sobre quem comandará a Saúde no próximo mandato.
Outra área que concentra movimentações é a Secretaria Estadual de Justiça e Segurança Pública (Sejusp). Nos bastidores, há um movimento favorável à indicação de um coronel da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul para substituir Antonio Carlos Videira.
O atual secretário também já revelou que não pretende permanecer no cargo. A eventual troca, entretanto, ainda não foi confirmada, e Riedel não anunciou um substituto.
COMANDO DA MSGÁS
A reorganização poderá alcançar a Companhia de Gás de Mato Grosso do Sul (MSGás), presidida pela economista Cristiane Alkmin Junqueira Schmidt desde julho de 2024, quando foi nomeada pelo governador.
Nos bastidores políticos, a permanência da dirigente é apontada como uma das questões que poderão ser discutidas na composição da nova equipe. Essas avaliações mencionam episódios de sua gestão que provocaram repercussão e questionamentos públicos.
Entre eles estão as discussões sobre despesas com viagens e a transparência das informações da companhia. Também ganhou destaque a participação de Cristiane na campanha presidencial de Ronaldo Caiado (PSD), para a qual foi anunciado seu afastamento temporário da presidência da estatal em agosto deste ano.
Não há confirmação de que Riedel tenha decidido substituí-la. O governador também não fez manifestação pública atribuindo à dirigente os desgastes citados nos bastidores. Ainda assim, o comando da MSGás aparece entre os postos que poderão ser reavaliados para o segundo mandato.
OUTROS POSSÍVEIS RETORNOS
A definição do secretariado também é acompanhada por outros ex-integrantes da administração estadual que deixaram suas funções para disputar as eleições e não conseguiram se eleger.
Nesse grupo estão Marcelo Miranda (PP), ex-secretário de Turismo, Esporte e Cultura; Eduardo Rocha (PSDB), ex-titular da Casa Civil; e Dione Hashioka (União Brasil), que ocupou a Secretaria Adjunta de Educação. Por enquanto, não há confirmação de retorno desses nomes ao governo.
As articulações também colocam em discussão a permanência dos atuais auxiliares, sobretudo daqueles que assumiram funções em abril, após o afastamento dos antigos titulares para participar da disputa eleitoral. A continuidade desses gestores dependerá das decisões de Riedel sobre a estrutura e a composição da próxima administração.
