Ao menos dez pessoas morreram entre sexta-feira (9) e sábado (10) em Mato Grosso do Sul, em casos com suspeita de ligação com facções criminosas. As ocorrências foram registradas em Sidrolândia, Rio Brilhante, Caarapó, Campo Grande e Maracaju e envolvem homicídios e mortes durante intervenções policiais.
Em Sidrolândia, quatro pessoas morreram na sexta-feira durante uma operação do Garras — Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Banco, Assaltos e Sequestros — em uma residência no bairro Alto da Figueira. A ação foi motivada pela suspeita de que o imóvel abrigava lideranças do Comando Vermelho (CV).
Vanessa Thiel de Almeida, de 19 anos, Jonas Gabriel de Souza Sales, também de 19, e dois adolescentes, de 17 e 16 anos, morreram durante o confronto com policiais.
Outras duas mortes ocorreram na noite de sábado, no bairro Olímpico, em Rio Brilhante. Conforme informações preliminares, equipes do Batalhão de Choque foram até um imóvel para averiguar uma denúncia e teriam sido recebidas a tiros.
Dois suspeitos foram baleados e encaminhados ao hospital da cidade, mas não resistiram aos ferimentos. Há suspeita de que ambos integrassem uma facção criminosa.
Em Caarapó, um homem conhecido como “Carlinhos” foi morto com pelo menos cinco tiros, também na noite de sábado, no bairro Santo Antônio. Ele estaria em um comércio quando foi abordado por dois suspeitos em uma motocicleta. A dupla fugiu após os disparos.
Na mesma noite, em Campo Grande, João Vitor Silva dos Santos, de 20 anos, morreu em frente a uma conveniência no Jardim Noroeste. Um homem chegou em uma motocicleta e atirou contra ele e seu irmão, de 18 anos, que ficou ferido. O autor fugiu em seguida.
Ainda na Capital, um adolescente de 16 anos foi morto a tiros no Parque do Lageado. As circunstâncias e a motivação das mortes são investigadas.
Em Maracaju, Matheus Monteiro, de 25 anos, conhecido como “Fumaça”, foi morto a tiros na noite de sexta-feira. Segundo as informações preliminares, ele seria integrante de uma facção criminosa. A possível relação das ocorrências com esses grupos permanece sob investigação.
