Magistrado afirmou que prisão especial concedida a João Jazbik Neto seria “sonho de muitos acusados”; audiência do caso está marcada para 15 de outubro
O juiz Aluízio Pereira da Silva, da 2ª Vara do Tribunal do Júri de Campo Grande, afirmou ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) que o médico João Jazbik Neto, de 78 anos, está recolhido em prisão especial e em condições diferenciadas enquanto responde pelo feminicídio da esposa, a fisioterapeuta Fabíola Marcotti.
Ao prestar informações ao STJ, o magistrado destacou que a idade do réu foi considerada pela Justiça e classificou o local onde ele está preso como o “melhor do Estado”.
“Foi examinada a condição pessoal do impetrante, com 78 anos de idade, assegurando-lhe o recolhimento em prisão especial, presídio militar, o melhor do Estado, sonho de muitos acusados”, escreveu.
Jazbik permanece preso preventivamente. Segundo o juiz, a medida foi mantida para garantir a aplicação da lei penal, preservar a ordem pública e assegurar a instrução do processo.
O magistrado também mencionou o impacto público do caso e lembrou que o desembargador Emerson Cafure, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS), reviu decisão anterior e restabeleceu a prisão preventiva do médico.
STJ manteve prisão
Na quarta-feira (16), o STJ negou pedido da defesa para colocar Jazbik em liberdade.
Os advogados pretendiam suspender a decisão que restabeleceu a prisão em 3 de setembro e pediam que o médico respondesse ao processo sujeito a medidas cautelares.
Como alternativa, solicitaram prisão domiciliar, alegando a idade avançada do réu e problemas cardíacos graves.
A denúncia contra o médico foi recebida pela Justiça em 25 de agosto. A audiência de instrução está marcada para 15 de outubro, quando deverão ser ouvidas testemunhas do processo.
Morte de Fabíola
Fabíola Marcotti morreu em 18 de maio.
João Jazbik Neto nega ter cometido o crime e sustenta que a esposa tirou a própria vida.
Durante a investigação, entretanto, a Polícia Civil reuniu elementos que, segundo os investigadores, reforçaram a hipótese de homicídio. A apuração também levantou suspeitas de que a cena teria sido alterada antes da chegada da polícia e da perícia.
O médico responde ao processo por feminicídio e permanece preso preventivamente enquanto o caso avança na Justiça.

