A capivara encontrada com uma flecha cravada no corpo em Campo Grande continua sendo procurada pela Polícia Militar Ambiental (PMA). Até a manhã deste sábado (29), não havia confirmação de que o animal tivesse sido capturado.
A capivara foi vista pela primeira vez na quinta-feira (27), às margens do Rio Anhanduí, na região da Avenida Vereador Thyrson de Almeida, no Guanandi. Moradores perceberam o ferimento e acionaram a PMA.
Ainda na quinta-feira, policiais ambientais conseguiram localizar novamente o animal e passaram horas acompanhando seus movimentos. A captura, porém, foi adiada porque a capivara permanecia próxima da água.
Para fazer o resgate, o animal precisa ser sedado por um veterinário. Segundo a PMA, aplicar o tranquilizante quando a capivara está dentro ou muito próxima do rio cria risco de ela cair na água e se afogar antes da retirada.
Na manhã de sexta-feira (28), as equipes voltaram ao local, mas não conseguiram encontrar a capivara. A PMA informou que retomaria as buscas durante a tarde, com apoio do Centro de Reabilitação de Animais Silvestres (Cras).
O objetivo é capturar o animal, retirar a flecha e encaminhá-lo para avaliação veterinária.
Caso provoca revolta
A situação ganhou repercussão depois que moradores encontraram a capivara ferida. O objeto está cravado próximo à região do pescoço e das costas.
Apesar do ferimento, o animal foi visto andando e tentando se alimentar antes de desaparecer novamente entre a vegetação e o rio.
Até agora, não há informação sobre quem disparou a flecha nem quando a capivara foi atingida.
A região do Anhanduí abriga diversos grupos de capivaras, que circulam pelas margens do rio e pelas áreas de vegetação próximas às avenidas.
A PMA orienta moradores a não tentar capturar ou se aproximar do animal caso ele seja localizado. A recomendação é comunicar imediatamente às autoridades para que a equipe responsável pelo resgate seja acionada.
