A falta do cinto de segurança foi a infração de trânsito mais registrada em Campo Grande entre janeiro e 8 de agosto de 2026. No período, foram aplicadas 7.037 multas contra motoristas e passageiros que deixaram de utilizar o equipamento obrigatório.
O número supera outras irregularidades frequentes na Capital. Conduzir veículo com o licenciamento vencido resultou em 6.678 autuações, enquanto o avanço do sinal vermelho foi responsável por 5.259 multas.
Também aparecem entre as infrações mais cometidas a realização de conversão proibida, com 2.478 registros; o uso do celular ao volante, com 2.137; dirigir sem Carteira Nacional de Habilitação (CNH), com 1.892; e a recusa ao teste do bafômetro, com 1.836 ocorrências. Outros 77 motoristas foram autuados após a confirmação de embriaguez.
No mesmo intervalo, Campo Grande contabilizou 7.723 acidentes de trânsito, que deixaram 2.603 pessoas feridas e provocaram 40 mortes. Os dados representam uma redução em relação ao mesmo período de 2025, quando foram registrados 7.934 acidentes, 2.725 feridos e 44 óbitos.
A chefe de comunicação do Batalhão de Polícia Militar de Trânsito (BPMTran), tenente Carla Coutinho, afirma que o uso do cinto ainda é negligenciado, apesar de sua obrigatoriedade estar prevista na legislação há décadas.
Segundo ela, o equipamento deve ser utilizado por todos os ocupantes do veículo, tanto nos bancos dianteiros quanto nos traseiros, independentemente de o deslocamento ocorrer em área urbana, rodovia ou zona rural.
A militar também ressalta que cabe ao motorista verificar se todos os passageiros estão protegidos antes de iniciar a viagem. Caso algum ocupante esteja sem o equipamento, a responsabilidade pela infração recai sobre o condutor.
Além da falta do cinto, o excesso de velocidade, o uso do celular e o desrespeito à sinalização estão entre os principais fatores associados aos acidentes graves. Conforme a tenente, velocidades mais elevadas reduzem o tempo de reação do motorista e dificultam a adoção de medidas para evitar uma colisão.
A distração provocada pelo celular também representa risco crescente. O hábito de consultar mensagens ou aplicativos enquanto dirige retira a atenção da via e pode resultar em acidentes. A pressa, segundo a oficial, ainda leva muitos condutores a avançar o sinal vermelho e ignorar outras regras de circulação.
Acidente na Avenida Guaicurus
No dia 7 de agosto, Jhonatan Pereira de Oliveira, de 27 anos, morreu após capotar o carro que dirigia na Avenida Guaicurus. Uma adolescente de 17 anos e um rapaz de 24 anos também estavam no veículo. O grupo voltava de uma conveniência.
No local, foram encontrados indícios de que o motorista poderia estar sem o cinto no momento do impacto. As circunstâncias do acidente ainda são investigadas pelas autoridades e dependem da conclusão da perícia técnica.
Agentes são flagrados aparentemente sem cinto
Mesmo com a obrigatoriedade do equipamento, uma viatura da Guarda Civil Metropolitana (GCM) foi flagrada circulando por Campo Grande com três agentes aparentemente sem o cinto de segurança.
A corporação foi procurada para esclarecer o caso, mas não havia apresentado posicionamento até a publicação das informações. O espaço permanece aberto para manifestação.

