Fátima Alves de Matos, de 54 anos, morreu após dar entrada em um hospital com diversos sinais de violência pelo corpo, na madrugada desta sexta-feira (21), em Costa Rica, a 326 quilômetros de Campo Grande. O marido dela, Rubens Alves Justino, de 54 anos, conhecido como “Rubinho”, foi preso em flagrante suspeito de feminicídio.
A Polícia Militar foi acionada por profissionais da Fundação Hospitalar de Costa Rica depois que Fátima chegou à unidade sem sinais vitais. A presença de vários hematomas no corpo levantou a suspeita de que a mulher tivesse sido vítima de agressões antes de morrer.
A partir das informações recebidas no hospital, equipes da 4ª Companhia Independente da Polícia Militar seguiram até a residência onde Fátima vivia com Rubens, no Bairro Vale do Amanhecer.
Encontrado no imóvel, o marido negou ter agredido a mulher. Aos policiais, ele teria afirmado ainda que Fátima não estava na residência. A versão, no entanto, entrou em conflito com o relato de uma testemunha ouvida pelos militares.
Segundo essa testemunha, uma forte discussão entre o casal foi ouvida durante a noite. Ao entrar na casa para verificar o que estava acontecendo, ela teria encontrado Fátima inconsciente, deitada sobre um sofá.
O filho da vítima foi então chamado e levou a mãe às pressas para o hospital. Fátima, porém, chegou à unidade de saúde já sem vida.
Diante dos ferimentos encontrados no corpo da vítima, das informações fornecidas pela testemunha e das contradições na versão apresentada pelo suspeito, os policiais deram voz de prisão a Rubens.
Ele passou por exame de corpo de delito e posteriormente foi encaminhado à Delegacia de Polícia Civil. O caso será investigado e os laudos periciais deverão ajudar a esclarecer a causa da morte e as circunstâncias em que Fátima sofreu as lesões.
Pode ser o 23º feminicídio do ano
Se a investigação confirmar que Fátima foi morta pelo companheiro em contexto de violência doméstica, o caso poderá elevar para 23 o número de feminicídios registrados em Mato Grosso do Sul em 2026.
A morte ocorre durante o Agosto Lilás, período marcado por ações de conscientização e enfrentamento à violência contra a mulher.
Somente em agosto, cinco mulheres já teriam sido assassinadas por atuais ou ex-companheiros em Mato Grosso do Sul. O número iguala o registrado durante todo o mês de julho, mesmo faltando mais de uma semana para o fim de agosto.
A Polícia Civil prossegue com as investigações para esclarecer o crime e definir a responsabilização do suspeito.

