O Ministério da Justiça acionou, nesta sexta-feira (7), o sistema Amber Alert Brasil para divulgar o desaparecimento da bebê Ayla Emanuelly, de apenas 28 dias, em Campo Grande. A criança está desaparecida desde a quinta-feira (6), e a Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (DEPCA) investiga o caso como um possível sequestro.
De acordo com o alerta, Ayla foi vista pela última vez por volta das 12h de quinta-feira, na Rua Francisco Aguiar Pimenta, na Capital.
O Amber Alert é um sistema de divulgação emergencial utilizado em casos de desaparecimento, rapto ou suspeita de sequestro de crianças e adolescentes. Quando acionado, o aviso é distribuído pelas plataformas da Meta para usuários localizados em um raio de até 160 quilômetros do local do desaparecimento, ampliando as chances de localização da vítima.
Mãe relata ameaças
Segundo o boletim de ocorrência, a mãe da bebê, de 17 anos, contou que conheceu uma mulher por meio de um grupo de venda de roupas infantis. Após conversarem, ela recebeu uma proposta para cuidar da filha da suspeita em troca de R$ 100.
Na quinta-feira, a adolescente foi até o endereço informado, no Bairro Universitário, acompanhada da irmã, de 12 anos. Conforme o relato prestado à polícia, as duas foram recebidas pela mulher, que lhes ofereceu água. A irmã teria adormecido logo depois e acordado apenas no período da noite.
A jovem afirmou que foi ameaçada por várias pessoas que estavam no imóvel e obrigada a entregar a recém-nascida. Segundo o depoimento, os suspeitos disseram que ela e a irmã seriam mortas caso resistissem. A adolescente relatou ainda que cerca de dez homens estavam na residência, além da mulher que a atraiu até o local.
As duas irmãs só foram liberadas durante a madrugada desta sexta-feira. O telefone celular da mãe também teria sido levado pelos suspeitos.
Hipótese de venda é investigada
Além da suspeita de sequestro, a Polícia Civil também apura a possibilidade de que a criança tenha sido levada para ser vendida.
Familiares informaram aos investigadores que a mulher envolvida no caso teria mencionado a intenção de comercializar a bebê para quitar uma dívida do marido, que estaria foragido da Justiça. Essa versão ainda está sendo apurada pela DEPCA, que segue com as investigações para localizar Ayla Emanuelly e identificar todos os envolvidos no desaparecimento.
