As autoridades paraguaias desarticularam, nesta quinta-feira (6), um laboratório clandestino de fabricação de medicamentos emagrecedores falsificados que operava em uma residência de alto padrão em Pedro Juan Caballero, cidade na fronteira com Ponta Porã. Três pessoas foram presas durante a operação, entre elas dois brasileiros.
A ação integra a ofensiva do governo paraguaio contra a produção e o comércio ilegal das chamadas “canetas emagrecedoras”, esquema que abastece o mercado clandestino no Brasil e movimenta milhões de reais.
Os presos são os brasileiros Marco Antonio Teixeira Furtado, de 37 anos, e João Paulo Moura Neves, de 33 anos, ambos portadores de documentos paraguaios, além do paraguaio Juan Martínez Ovando, de 32 anos.
O laboratório funcionava em um imóvel localizado na Avenida Mariscal López, no bairro de mesmo nome. A operação foi conduzida por equipes da Direção de Polícia de Prevenção e Segurança de Amambay e do Departamento contra Crimes Econômicos e Financeiros, com apoio do Ministério Público do Paraguai.
Durante as buscas, os agentes apreenderam medicamentos, insumos químicos, frascos, embalagens e equipamentos utilizados na fabricação irregular de produtos farmacêuticos. Entre os itens encontrados estavam versões falsificadas de medicamentos identificados como Tirzepatida, T.G. e Retatrutida.
Segundo as autoridades paraguaias, a comercialização da Retatrutida é proibida no país por se tratar de um medicamento que ainda está em fase de estudos clínicos e não possui autorização para venda.
A operação foi coordenada pelo subcomissário Marcelo Ojeda e pela promotora de Justiça Katia Uemura, em cumprimento a mandado expedido pelo Juizado de Garantias de Pedro Juan Caballero. As investigações continuam para identificar outros envolvidos e apurar a extensão da rede de distribuição dos medicamentos.
A ação ocorre um dia após a Direção Nacional de Vigilância Sanitária (Dinavisa), órgão paraguaio equivalente à Anvisa, interditar 11 farmácias em Pedro Juan Caballero por comercializarem medicamentos emagrecedores de forma irregular. As operações fazem parte de um cerco das autoridades paraguaias ao esquema de produção e distribuição clandestina desses produtos na região de fronteira, principal porta de entrada para o mercado ilegal brasileiro.
