Uma jovem indígena de 22 anos foi assassinada a golpes de facão nesta quarta-feira (5), na Aldeia Arroyo Corá, em Paranhos, município localizado a 462 quilômetros de Campo Grande. O principal suspeito do crime é o companheiro da vítima, Denilson Ramires Medina, de 27 anos, que foi preso em flagrante e confessou à polícia ter cometido o homicídio por ciúmes. Com o caso, Mato Grosso do Sul registra 20 feminicídios desde o início de 2026.
A vítima foi identificada como Adriana Barrios. De acordo com o delegado Leonardo Goulart, responsável pela investigação, ela foi atacada dentro da residência onde morava com o suspeito. A perícia constatou, em análise preliminar, múltiplas lesões provocadas por um instrumento perfurocortante.
O facão utilizado no crime foi apreendido e será submetido a exames periciais para integrar o inquérito policial.
Segundo a Polícia Civil, as equipes foram acionadas após o capitão da Aldeia Arroyo Corá comunicar o homicídio às autoridades. Ao chegarem ao imóvel, os policiais encontraram Adriana já sem sinais de vida.
Após o crime, Denilson Ramires Medina foi localizado e preso por policiais militares. Durante o primeiro depoimento, ele afirmou que matou a companheira porque acreditava que ela mantinha um relacionamento com outro homem.
O suspeito foi autuado em flagrante pelo crime de feminicídio e permanece à disposição da Justiça. A Polícia Civil continua investigando as circunstâncias do assassinato e ouvirá testemunhas para esclarecer a dinâmica do crime.
Feminicídios em alta
Com a morte de Adriana Barrios, Mato Grosso do Sul chega a 20 feminicídios registrados em 2026. O Estado figura entre os que apresentam os maiores índices desse tipo de violência no país, mantendo em alerta as autoridades de segurança pública e os órgãos de proteção às mulheres.
O feminicídio é o assassinato de uma mulher motivado pela condição de gênero, geralmente cometido em contexto de violência doméstica, familiar ou por menosprezo e discriminação contra a vítima. Desde 2024, a legislação brasileira prevê penas mais severas para esse tipo de crime, que pode chegar a 40 anos de prisão, além de agravantes previstos no Código Penal.
