A XP Investimentos informou nesta sexta-feira (31) que Nathan Durizi Silva Rodrigues, de 25 anos, investigado após denúncias de um suposto golpe envolvendo familiares, amigos e integrantes de uma comunidade cristã em Campo Grande, nunca atuou como assessor de investimentos da instituição nem de qualquer empresa parceira.
Em nota, a corretora esclareceu que o investigado possuía apenas contas na condição de cliente. Segundo a empresa, as contas foram bloqueadas por medida de segurança, embora estivessem sem saldo no momento da restrição.
O esclarecimento ocorre após denúncias de que ao menos oito pessoas afirmam ter sofrido prejuízos superiores a R$ 1 milhão. Conforme os relatos, Nathan oferecia aplicações financeiras com promessa de rentabilidade de até 6% ao mês e alegava que os investimentos seriam realizados por meio da XP, o que teria reforçado a credibilidade das propostas.
A corretora reforçou que não existe qualquer vínculo profissional entre o investigado e a instituição e que não mantém recursos sob sua custódia relacionados ao caso.
Ainda de acordo com a empresa, uma apuração preliminar já havia identificado indícios de que os investidores poderiam estar diante de um golpe. A instituição afirmou também que a alegação de que Nathan seria um profissional ligado à XP é falsa.
Promessas de alta rentabilidade
Segundo os relatos das pessoas que dizem ter sido prejudicadas, Nathan captava recursos principalmente entre familiares, amigos e pessoas próximas, oferecendo investimentos com rendimento mensal de até 6%.
As vítimas afirmam que, nos primeiros meses, os pagamentos prometidos eram realizados normalmente, o que aumentava a confiança dos investidores e estimulava novos aportes, além da indicação de outras pessoas para participar das aplicações.
Com o passar do tempo, porém, os repasses teriam sido interrompidos. Quando cobrado, o investigado alegava que os valores estariam retidos na XP e que a situação seria regularizada posteriormente.
Os denunciantes afirmam possuir comprovantes de transferências bancárias, contratos, notas promissórias, confissões de dívida, boletins de ocorrência, conversas por aplicativos e ações judiciais relacionadas à cobrança dos recursos investidos.
Defesa nega irregularidades
Em nota, a Durizi Investimentos negou a prática de qualquer irregularidade e afirmou que busca solucionar os conflitos apresentados pelos investidores.
O caso segue sob investigação pelas autoridades competentes. Até o momento, não há condenação judicial contra o investigado.
Com infos CGNews
