O filho de um casal de pastores e conhecido no meio evangélico de Campo Grande, Nathan Durizi Silva Rodrigues, de 25 anos, é acusado por familiares, amigos e integrantes de uma igreja de causar prejuízo superior a R$ 1 milhão por meio de supostos investimentos que, segundo as vítimas, nunca foram realizados. A Polícia Civil apura as denúncias, enquanto diversas ações cíveis também tramitam na Justiça.
De acordo com os relatos, Nathan oferecia aplicações financeiras com promessa de rentabilidade de aproximadamente 5% ao mês. Inicialmente, alguns investidores receberam os pagamentos prometidos, o que aumentou a confiança e atraiu novos aportes. Posteriormente, os repasses foram interrompidos e ele passou a alegar que os recursos estavam bloqueados junto à XP Investimentos.
As vítimas afirmam ter recebido planilhas de rendimentos, notas promissórias, confissões de dívida e sucessivas promessas de regularização da situação. Em mensagens e áudios enviados a alguns investidores, Nathan dizia que advogados atuavam para liberar os valores e que teria participado de reuniões em São Paulo para solucionar o problema. Apesar disso, os recursos não teriam sido devolvidos.
Entre os denunciantes está uma pensionista de 58 anos, que afirma ter investido R$ 150 mil entre dinheiro e um veículo. Segundo ela, o valor atualizado com os rendimentos prometidos passou a superar R$ 440 mil em documentos assinados pelo próprio acusado. A mulher registrou boletim de ocorrência por suspeita de estelionato.
A própria família de Nathan também aparece entre os credores. Uma tia relata ter aplicado R$ 300 mil após receber referências positivas dos pais do sobrinho e afirma nunca ter recuperado o capital investido. Outro tio estima prejuízo próximo de R$ 400 mil, incluindo dinheiro, um imóvel, um veículo e recursos obtidos por empréstimo bancário. Ambos dizem que confiaram na reputação da família e na promessa de altos rendimentos.
Outra investidora afirma ter transferido R$ 110 mil para uma conta pessoal de Nathan em 2023. Ela conta que recebeu rendimentos durante alguns meses, mas deixou de receber tanto os lucros quanto o capital após solicitar o resgate do investimento. Outras pessoas também registraram boletins de ocorrência relatando situações semelhantes.
Além das investigações criminais, Nathan responde a processos cíveis de cobrança, execução de títulos e rescisão contratual. Em uma das ações, a Justiça determinou o bloqueio de valores por meio do Sisbajud, mas localizou apenas parte do montante solicitado. Há ainda uma ação de despejo por falta de pagamento de aluguel e condomínio de um apartamento ocupado pelo acusado.
Em nota, a Durizi Investimentos negou qualquer prática ilícita, afirmou que as acusações representam versões unilaterais dos fatos e informou que exercerá o direito de defesa nos meios legais. A empresa também declarou que não comentará casos específicos enquanto houver possibilidade de desdobramentos judiciais.
Já a XP informou que Nathan Durizi nunca foi assessor de investimentos da instituição nem de empresas parceiras da corretora. Em manifestação preliminar, a empresa declarou que não há vínculo profissional com o investigado e que a alegação de representação da XP é falsa.
Até o momento, não há condenação criminal definitiva contra Nathan Durizi Silva Rodrigues. As denúncias seguem sob investigação da Polícia Civil, enquanto os processos na esfera cível continuam em tramitação.
Com informações do site CGNews
