A definição dos primeiros e segundos suplentes dos principais pré-candidatos ao Senado por Mato Grosso do Sul ficou para o próximo sábado (1º de agosto), quando PSD, PL e outras legendas realizam suas convenções partidárias para homologar as candidaturas às eleições deste ano.
O senador Nelsinho Trad (PSD), que buscará a reeleição, o ex-governador Reinaldo Azambuja (PL) e o ex-deputado estadual Capitão Contar (PL) ainda mantêm em sigilo os nomes que irão compor suas chapas na disputa pelas duas vagas destinadas ao Estado no Senado Federal.
Entre os três, Nelsinho Trad foi o único a se manifestar publicamente sobre as especulações envolvendo sua composição. O senador negou que o empresário Saulo Batista tenha sido definido para ocupar uma das suplências, descartando informações de bastidores que apontavam uma indicação do presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab.
Com isso, voltou a ganhar força a possibilidade de o ex-ministro e ex-deputado federal Carlos Marun (MDB) integrar a chapa como primeiro suplente. A aproximação entre PSD e MDB vem sendo discutida desde o início do ano e faz parte das articulações para a eleição majoritária em Mato Grosso do Sul.
Nos bastidores, integrantes do MDB defendem o apoio a Reinaldo Azambuja como primeira opção ao Senado e a Nelsinho Trad como segundo voto da legenda. A avaliação é de que a estratégia fortalece a aliança entre os partidos ao reunir dois candidatos considerados competitivos no Estado.
Em declarações anteriores, Carlos Marun destacou a boa relação de Nelsinho com o MDB e elogiou sua atuação parlamentar, afirmando que o senador mantém diálogo com os municípios e exerce um mandato de perfil conciliador.
Na chapa de Reinaldo Azambuja, o nome mais cotado para a primeira suplência continua sendo o do ex-secretário estadual de Fazenda Felipe Mattos. Integrante do grupo político do ex-governador desde o primeiro mandato, ele é considerado um dos principais aliados de confiança de Azambuja.
Felipe Mattos iniciou sua trajetória no governo estadual como consultor jurídico e assumiu o comando da Secretaria de Estado de Fazenda em 2019. Durante sua gestão, Mato Grosso do Sul ampliou a arrecadação estadual e intensificou investimentos em infraestrutura, especialmente na malha rodoviária.
Já na candidatura de Capitão Contar, a definição dos suplentes também permanece em aberto. A expectativa é de que a composição seja fechada com participação da senadora Tereza Cristina (PP), que incentivou a candidatura do ex-deputado ao Senado e segue acompanhando as negociações, apesar de Contar ter optado por disputar a eleição pelo PL.
A escolha dos suplentes é considerada uma das etapas mais estratégicas da formação das chapas majoritárias. Além de consolidar alianças políticas, os nomes ajudam a ampliar a representatividade regional e podem agregar força eleitoral às campanhas.
Pela legislação eleitoral, o primeiro suplente assume o mandato sempre que o senador titular se afasta temporariamente, seja por licença, tratamento de saúde, missão oficial ou para ocupar cargos no Executivo, como ministérios ou secretarias. Por isso, além da afinidade política, as negociações levam em conta critérios como capacidade de articulação, representatividade regional e potencial eleitoral.
