O ex-deputado estadual Neno Razuk passou a ser procurado internacionalmente após o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) solicitar a inclusão de seu nome na lista vermelha da Interpol (Organização Internacional de Polícia Criminal). A medida foi adotada diante de indícios de que o ex-parlamentar tenha deixado o Brasil para escapar do cumprimento da prisão preventiva decretada no início deste mês.
O pedido foi apresentado pelo MPMS nesta semana e acolhido pela Justiça. Em decisão encaminhada à Superintendência da Polícia Federal em Mato Grosso do Sul, o juiz José Henrique Kaster Franco, titular da 4ª Vara Criminal de Campo Grande, destacou que a investigação reuniu elementos que apontam para a possibilidade de o ex-deputado estar fora do território nacional.
Com a inclusão na difusão vermelha da Interpol, as autoridades policiais de quase 200 países passam a ser comunicadas sobre a ordem de prisão expedida contra Neno Razuk. Caso ele seja localizado em outro país, poderá ser preso preventivamente para dar início aos procedimentos de extradição, conforme a legislação e os acordos internacionais vigentes.
Neno Razuk é considerado foragido desde que a Justiça decretou sua prisão preventiva durante uma operação do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público Estadual. Desde então, equipes das forças de segurança realizaram diligências em diversos endereços ligados ao ex-deputado, mas ele não foi localizado.
A suspeita de fuga internacional ganhou força durante as investigações, levando o Ministério Público a solicitar medidas mais rígidas para impedir que o investigado permaneça fora do alcance da Justiça brasileira.
Investigação
O ex-deputado é investigado por suposto envolvimento em um esquema criminoso que é alvo de apuração do Ministério Público de Mato Grosso do Sul. A prisão preventiva foi decretada com o objetivo de garantir a aplicação da lei penal, preservar as investigações e evitar eventual interferência na produção de provas.
Segundo o MPMS, a ausência do investigado e os indícios de que tenha deixado o país reforçaram a necessidade da cooperação internacional para sua localização.
Lista vermelha
A difusão vermelha da Interpol não representa uma condenação criminal nem um mandado de prisão internacional automático. Trata-se de um alerta enviado às polícias dos países membros para informar que existe uma ordem judicial de prisão expedida no país de origem, permitindo que as autoridades locais adotem as providências previstas em sua legislação.
Enquanto não é localizado, Neno Razuk continua sendo considerado foragido da Justiça brasileira. As investigações prosseguem sob responsabilidade do Ministério Público de Mato Grosso do Sul e das forças policiais envolvidas no caso.
