A defesa do ex-deputado estadual Roberto Razuk Filho, conhecido como Neno Razuk, informou que aguarda a notificação oficial do mandado de prisão para definir quais medidas judiciais serão adotadas. Segundo o advogado Ricardo Souza Pereira, até o momento seu cliente não foi preso e a defesa ainda não teve acesso ao teor da ordem judicial.
De acordo com o advogado, uma eventual apresentação voluntária às autoridades dependerá exclusivamente da decisão do ex-parlamentar. Ele explicou que somente após conhecer o conteúdo do mandado poderá orientar o cliente sobre os próximos passos.
A defesa também afirmou desconhecer o paradeiro de Neno Razuk, informando que não sabe se ele está em Dourados, em Campo Grande, viajando ou até mesmo fora do país.
Na manhã desta quinta-feira (9), equipes do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) realizaram diligências em endereços ligados ao ex-deputado em Campo Grande e Dourados, mas ele não foi localizado.
Segundo o advogado, a existência de um mandado de prisão em aberto não caracteriza automaticamente a condição de foragido. Conforme explicou, essa situação dependerá dos termos da decisão judicial e das circunstâncias do cumprimento da ordem.
Neno Razuk é investigado desde 2023 no âmbito da Operação Successione e já foi condenado em primeira instância a 15 anos, sete meses e 15 dias de prisão pelos crimes de organização criminosa armada, roubo majorado e exploração do jogo do bicho. Apesar da condenação, ele respondia ao processo em liberdade enquanto recorria da sentença.
Em maio deste ano, o ex-deputado perdeu o mandato na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul após a recontagem dos votos determinada pela Justiça Eleitoral. Com a saída do cargo, deixou de contar com as prerrogativas institucionais conferidas aos parlamentares estaduais.
Além da condenação, Neno Razuk também responde à quarta fase da Operação Successione, deflagrada em novembro de 2025, que teve como alvo integrantes do clã Razuk e resultou na prisão de familiares do ex-parlamentar.
