A Justiça Federal autorizou o leilão de 498 veículos apreendidos pela Polícia Federal em São Paulo e Mato Grosso do Sul, incluindo modelos de luxo avaliados em milhões de reais. Entre os bens que poderão ser vendidos estão caminhões, ônibus e automóveis de marcas como Mercedes-Benz, BMW, Audi, Volvo, Jaguar, Porsche e uma Ferrari 488 Spider, estimada em mais de R$ 3 milhões.
A autorização foi publicada no Diário de Justiça Eletrônico do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF3) e contempla veículos apreendidos há mais de seis meses, desde que tenham passado por vistoria, avaliação e identificação por fotografias e descrição técnica.
Antes da realização dos leilões, a medida estabelece prazo de 20 dias para que as partes envolvidas nos processos, o Ministério Público Federal ou terceiros interessados solicitem a manutenção da apreensão ou a restituição dos bens.
Após esse período e transcorridos 90 dias da publicação do provimento, a Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas e Gestão de Ativos (Senad), vinculada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, poderá promover os leilões, preferencialmente na modalidade eletrônica. O dinheiro arrecadado permanecerá depositado em contas judiciais vinculadas aos respectivos processos até decisão definitiva da Justiça.
Segundo o TRF3, a iniciativa busca reduzir os elevados custos de armazenamento e evitar a deterioração dos veículos que permanecem por longos períodos nos pátios da Polícia Federal aguardando o julgamento das ações criminais.
O Provimento CJF3R nº 187/2026 foi assinado pelo presidente do TRF3, desembargador federal Luís Antonio Johonsom di Salvo. Na justificativa, o magistrado destaca que a medida também desafoga as varas criminais federais, ao simplificar o procedimento de alienação judicial de bens apreendidos, além de diminuir a quantidade de veículos acumulados nos depósitos da Polícia Federal.
A lista de veículos reúne modelos de alto padrão, com destaque para versões da Porsche Cayenne, BMW, Audi e a Ferrari 488 Spider, cujo valor de mercado no Brasil varia entre R$ 2,5 milhões e R$ 3,3 milhões, conforme o ano de fabricação, estado de conservação e quilometragem.
O provimento ainda apresenta informações detalhadas sobre cada veículo, como ano de fabricação, modelo, Renavam, número do chassi, local de armazenamento, data da apreensão, tempo de permanência no pátio e o processo judicial ao qual o bem está vinculado.
