A apenas 21 metros de distância, as estruturas da Ponte Bioceânica já praticamente conectam Brasil e Paraguai sobre o Rio Paraguai. O encontro final — previsto para 31 de maio — deve selar um dos marcos mais aguardados da integração física entre os dois países.
Nesta quinta-feira (30), o Consórcio PYBRA avançou mais uma etapa da obra com nova concretagem, mantendo o cronograma. Nos últimos dias, o ritmo acelerado permitiu vencer mais de oito metros, reduzindo rapidamente o vão restante.
A construção é executada pelas empresas Tecnoedil SA, Paulitec e Construtora Cidade, sob coordenação do engenheiro René Goméz e fiscalização do Ministério de Obras Públicas e Comunicações do Paraguai (MOPC).
Estratégica para a chamada Rota Bioceânica, a ponte vai criar um corredor direto entre o Brasil e os portos do norte do Chile, no Oceano Pacífico. A expectativa é reduzir custos logísticos, encurtar distâncias comerciais e ampliar a competitividade de produtos sul-americanos no mercado internacional.
No lado brasileiro, Porto Murtinho desponta como ponto-chave dessa nova rota, com potencial para impulsionar o escoamento de cargas e atrair novos investimentos.
Além da logística, a obra também deve transformar a dinâmica da fronteira, fortalecendo o turismo, o comércio e a circulação de pessoas entre os dois países.
O chamado “beijo das aduelas” — momento em que as estruturas se encontram — se aproxima e concentra a expectativa de moradores, trabalhadores e autoridades. O evento simboliza a concretização de um projeto discutido há décadas e que agora entra em sua fase final.

