A Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) de Campo Grande emitiu um alerta após confirmar o quinto caso de morcego infectado pelo vírus da raiva na cidade apenas neste ano. O registro mais recente ocorreu na região central.
Os demais casos foram identificados nos bairros Vivendas do Bosque, Santa Fé, Jardim Campo Alto e também no Centro. De acordo com a pasta, três ocorrências foram registradas em fevereiro e uma em março, todas confirmadas por exames laboratoriais.
Apesar de muitas espécies de morcegos não representarem risco — por se alimentarem de frutos e insetos —, a Sesau destaca que esses animais podem, eventualmente, transmitir o vírus da raiva para outros mamíferos, como cães, gatos e até humanos.
Campo Grande não registra casos de raiva em humanos desde 1968. Já no interior do Estado, o último caso ocorreu em 2015, no município de Corumbá.
Diante da situação, a recomendação é de atenção redobrada. Morcegos encontrados em condições atípicas, como caídos no chão, dentro de residências ou com comportamento incomum, devem ser considerados suspeitos. A orientação é não tocar no animal, evitar aproximação e acionar o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ).
Se houver qualquer contato com morcegos suspeitos, a pessoa deve procurar imediatamente uma unidade de saúde para avaliação e possível início do tratamento preventivo contra a raiva.
A Sesau também reforça que manter a vacinação de cães e gatos em dia é essencial para impedir a circulação do vírus no ambiente urbano, funcionando como uma proteção coletiva.
O CCZ oferece vacinação gratuita durante todo o ano, além de atendimento para recolhimento de animais suspeitos, em horários específicos.
A secretaria afirma que segue monitorando os casos e mantendo ações contínuas de vigilância para reduzir riscos à população.
