A senadora Tereza Cristina (PP-MS) afirmou que ainda existe a possibilidade de mudanças nas articulações para a eleição presidencial, mesmo após o Progressistas decidir manter posição de neutralidade na disputa pelo Palácio do Planalto. Segundo ela, o cenário permanece aberto até o encerramento do prazo legal para o registro das chapas.
A parlamentar explicou que respeita a decisão da maioria do partido e que, como integrante da legenda, seguirá a orientação definida pela direção nacional.
“O partido me disse que ia continuar na neutralidade. Eu, como uma pessoa de partido, só me cabe dizer que essa é a posição majoritária do PP”, declarou.
Apesar disso, Tereza Cristina ponderou que as negociações entre os partidos continuam acontecendo e que ainda há tempo para eventuais mudanças. Ela reconheceu, porém, que a possibilidade de integrar uma chapa presidencial como candidata a vice de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) perdeu força após a definição do Progressistas.
“Tem ainda dois dias, mas eu acho que a chance hoje diminuiu bastante”, afirmou. Questionada se ainda haveria espaço para uma reviravolta, respondeu: “Tem, até a hora final, tem espaço”.
A senadora disse não acompanhar diretamente as tratativas entre as siglas, mas afirmou ter conhecimento de manifestações de diretórios estaduais favoráveis a uma aliança com o PL nas eleições deste ano.
Segundo ela, qualquer alteração dependerá das negociações conduzidas pelo presidente nacional do Progressistas, senador Ciro Nogueira (PI), além da viabilidade jurídica dentro do calendário eleitoral.
“Isso cabe ao presidente Ciro Nogueira sentar e resolver e ver se ainda há tempo, inclusive tempo legal, porque nós temos uma legislação eleitoral e precisamos saber se ainda há tempo de atender, se houver alguma mudança de rota nesse assunto”, afirmou.
Tereza Cristina também destacou que colocou seu nome à disposição para uma eventual composição, mas reforçou que a definição nunca dependeria exclusivamente de sua vontade.
“Eu coloquei meu nome à disposição há uma ou duas semanas, mas contando que isso era uma decisão não pessoal, também era uma decisão do partido. E o partido achou por bem que ele deveria continuar na posição de neutralidade”, concluiu.

