Apagões, queda de árvores e danos em equipamentos provocaram perdas no comércio e no setor de serviços; CDL cobra medidas preventivas
O temporal que atingiu Campo Grande no fim da última semana deixou um prejuízo estimado em mais de R$ 25 milhões para o comércio e o setor de serviços. Segundo a CDL (Câmara de Dirigentes Lojistas), mais de 380 empresas relataram perdas causadas principalmente pela falta de energia elétrica, chuva intensa e fortes rajadas de vento.
Os chamados começaram a ser registrados na sexta-feira (11), quando sucessivos apagões obrigaram estabelecimentos a interromper o atendimento. Em vários pontos da cidade, árvores caíram sobre postes, transformadores e cabos, ampliando os danos à rede elétrica.
Diante do volume de reclamações, a CDL passou a intermediar os pedidos dos empresários junto à Energisa. A entidade encaminhou os números das unidades consumidoras afetadas para tentar acelerar e priorizar o restabelecimento do fornecimento.
Mercadorias perdidas e equipamentos danificados
Entre os prejuízos mais frequentes estão perdas de alimentos e outros produtos perecíveis em supermercados, restaurantes, padarias, açougues e estabelecimentos que dependem de refrigeração.
Empresários também relataram danos em equipamentos elétricos, paralisação de sistemas e gastos emergenciais para conseguir reabrir as portas.
O impacto foi ainda maior porque parte dos problemas se prolongou durante o fim de semana, período de movimento intenso para diversos segmentos. Sem energia, empresas tiveram de fechar temporariamente ou operar com capacidade reduzida.
Árvores entram no centro da discussão
A CDL avalia que a queda de árvores ajudou a ampliar os efeitos do temporal sobre a rede elétrica e sobre os estabelecimentos comerciais.
Segundo a entidade, algumas árvores que caíram já apresentavam sinais de deterioração e poderiam ter sido submetidas anteriormente a poda, manejo ou retirada preventiva.
Para a CDL, o temporal expôs fragilidades na gestão da arborização urbana de Campo Grande e mostrou a necessidade de reforçar medidas preventivas antes do período de chuvas mais intensas.
A entidade defende uma revisão dos procedimentos para autorização de podas e remoções, além de uma força-tarefa para mapear árvores que ofereçam risco, principalmente em corredores comerciais e regiões de grande circulação.
Prejuízo ainda pode aumentar
Mesmo com o fornecimento de energia sendo gradualmente normalizado, os empresários continuam levantando os prejuízos.
Por isso, a estimativa de R$ 25 milhões ainda pode aumentar, conforme novos relatos sejam contabilizados e empresas concluam a avaliação dos danos sofridos.
A preocupação agora é evitar que episódios semelhantes provoquem novamente perdas milionárias. Para a CDL, a resposta passa por manutenção preventiva da rede elétrica, manejo adequado da arborização e ações integradas entre poder público, concessionária e setor empresarial.
