Maicon José Rodrigues de Sousa, de 36 anos, foi preso na noite desta sexta-feira (9) após cometer abusos sexuais contra duas crianças em vias públicas de Campo Grande. Ele havia sido liberado do sistema prisional em novembro de 2025, após cumprir pena desde 2017 por crimes sexuais, e estava usando uma tornozeleira eletrônica no momento da captura.
Os abusos ocorreram durante o horário do almoço, quando Maicon abordou as crianças em sua motocicleta, ocultando a placa com fita isolante. O primeiro incidente aconteceu no Bairro Coronel Antonino, por volta das 12h35, quando uma adolescente de 17 anos estava próxima à sua casa. Ele parou a moto, fez perguntas de teor sexual e exibiu seu órgão genital para a vítima, antes de deixar o local.
O segundo caso ocorreu pouco antes, no Bairro Monte Castelo, quando uma menina de 9 anos chegava em casa para almoçar. O motociclista a abordou em frente ao imóvel, tentou levantar seu vestido e tocou seu corpo. A criança reagiu, dando um tapa no homem, que fugiu em seguida.
No início da noite, as duas vítimas prestaram depoimento especial na Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca), acompanhadas de suas mães. O Conselho Tutelar foi notificado para tomar as medidas necessárias, e um relatório complementar será elaborado pela equipe técnica.
Sobre a prisão, fontes do Choque informaram que equipes da Rocam (Rondas Ostensivas com Apoio de Motocicletas) localizaram uma motocicleta idêntica àquela usada nos crimes e conseguiram encontrar o suspeito em seu local de trabalho.
Maicon confirmou que esteve na região durante os horários dos abusos e entregou a camiseta, o capacete, a motocicleta e o rolo de fita isolante utilizado para cobrir a placa.
Ele foi levado para a Cepol, onde permanece à disposição da Polícia Civil, e os objetos apreendidos fazem parte da investigação, que segue sob a responsabilidade da Depca.
Em investigações anteriores, Maicon já havia sido preso em 2013 por crime sexual e novamente em 2017, após se masturbar e ejacular em uma mulher, caso que ficou conhecido como “Maníaco do Tiradentes”.
Na época, ele confessou o crime, mas afirmou não se lembrar das características físicas da vítima, apenas que ela usava uma blusa colada. A mulher, que estava com uma criança no colo, se deparou com ele se masturbando ao lado de uma moto e foi perseguida até conseguir acionar a polícia.
