O empresário Luciano Hang publicou um vídeo nas redes sociais nesta quarta-feira (6) em que afirma estar sendo alvo de perseguição política por parte do MPF-MS (Ministério Público Federal em Mato Grosso do Sul). Segundo ele, o órgão teria notificado a rede varejista por utilizar a bandeira do Brasil estampada nas sacolas das lojas.
Conhecido como “Veio da Havan”, Hang afirmou que a notificação teria sido motivada por uma denúncia anônima. No entanto, ele não apresentou detalhes do documento e apenas declarou que o Ministério Público teria solicitado a retirada da bandeira nacional das embalagens utilizadas pela empresa.
Durante o vídeo, gravado ao lado de um diretor da rede, o empresário defendeu o uso das cores verde e amarela e comparou a situação ao que ocorre nos Estados Unidos, onde, segundo ele, a bandeira americana é amplamente utilizada em diferentes produtos.
“Eu acho que nós temos que ser, cada vez mais, ter orgulho de usar o verde e amarelo, de usar a nossa bandeira, orgulho. Imagina quantas sacolas saem por aqui, as pessoas com a sacola? Agora, será que o Ministério Público Federal de Mato Grosso do Sul não tem nada mais o que fazer, não tem bandido, não tem ocupação, não tem pichação, tá tudo em ordem lá no Estado?”, questionou o empresário.
Hang também relembrou outro episódio envolvendo a empresa. No Maranhão, o MPMA (Ministério Público do Maranhão) notificou a Havan para retirar a Estátua da Liberdade instalada na unidade de São Luís, alegando poluição visual e descumprimento de normas urbanísticas e ambientais.
Conforme o MPMA, desde 2023 foram emitidas três notificações à empresa, além da aplicação de um Auto de Infração pela Prefeitura de São Luís em 2025, devido à permanência das supostas irregularidades.
Sobre o caso envolvendo Mato Grosso do Sul, Hang afirmou que a empresa já respondeu ao procurador responsável e sustenta que possui respaldo legal para utilizar a bandeira do Brasil nas sacolas.
“A gente procurou. Podemos, sim, utilizar, é algo que o brasileiro pode usar, sim, não tem problema. Nós não estamos queimando em praça pública a nossa sacola, nós não estamos fazendo nada de mais com a sacola, nós estamos mostrando o nosso patriotismo com o nosso país”, declarou.
Ao final do vídeo, o empresário questiona os seguidores se a medida adotada pelo MPF-MS configuraria perseguição contra a empresa e encerra exaltando as tradicionais sacolas verde e amarela da rede varejista.

