A empresária Jéssyca Burgatt, presa na Operação Gutenberg, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), é filha de Ed Carlo Britto Burgatt, chefe da Central Estadual de Regulação, que também foi alvo de prisão preventiva durante a investigação.
Jéssyca é sócia da Capital Saúde, operadora de plano de saúde registrada em Campo Grande, localizada na Rua 13 de Maio. A confirmação das prisões foi feita pelo advogado Mário Afonso Teixeira, que acompanhou o caso no Centro Integrado de Polícia Especializada (Cepol) e seguiu para a 2ª Delegacia de Polícia para prestar assistência à empresária.
Segundo o Ministério Público de Mato Grosso do Sul, a organização criminosa investigada transformou a Central Estadual de Regulação em um “balcão de negócios”, utilizando a autorização para exames e internações hospitalares como instrumento de pressão para que gestores públicos adquirissem materiais impressos de empresas ligadas ao grupo.
Entre os 16 presos também estão a dentista Rossana Paroschi Jafar, apontada como sócia das empresas Gráfica Jafar Ltda., Fox Gráfica Ltda. e Gráfica e Editora Alvorada Ltda., além de sua filha, Olívia Paroschi Jafar, que integra o quadro societário da Clínica Ross.
Outro investigado é o ex-prefeito de Fátima do Sul, Júnior Vasconcelos, igualmente alvo da operação.
Ao todo, o Gaeco cumpriu 16 mandados de prisão preventiva e 43 mandados de busca e apreensão para desarticular o esquema. As investigações indicam que a organização desviou mais de R$ 27 milhões em recursos públicos por meio de fraudes envolvendo a comercialização de livros para administrações municipais.
Os investigados poderão responder por organização criminosa, fraude em licitações, corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro e outros delitos. Conforme o Ministério Público, o grupo atuava em Campo Grande e em diversos municípios de Mato Grosso do Sul.
O nome da Operação Gutenberg faz referência ao inventor Johannes Gutenberg, responsável pela popularização da impressão de livros. De acordo com os investigadores, a escolha remete ao fato de que os livros eram utilizados para conferir aparência de legalidade ao esquema criminoso.
Se desejar, também posso deixar o texto com um estilo mais investigativo ou mais neutro, no padrão de reportagem de política e polícia.
