O Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público de Mato Grosso do Sul, liderou 11 operações durante o ano de 2025, resultando em 107 prisões, uma média de nove detenções por mês. Essas operações foram fruto de investigações próprias e parcerias com Ministérios Públicos de outros estados.
De acordo com a assessoria de imprensa do MPMS, as prisões foram realizadas em decorrência de crimes relacionados ao tráfico de drogas, corrupção de agentes de segurança pública e lavagem de dinheiro. No total, o Gaeco cumpriu 370 mandados de busca e apreensão ao longo do ano.
As investigações também avançaram no campo tecnológico e de inteligência. O Gaeco extraiu dados de 185 dispositivos eletrônicos, incluindo 108 celulares, que foram fundamentais para a produção de provas para o Judiciário. Além disso, a vigilância telemática e telefônica foi intensificada, com o afastamento de sigilo de 362 contas em plataformas digitais e a interceptação de 294 linhas telefônicas autorizadas judicialmente.
O Gaeco ainda prestou apoio a 8 solicitações de outros Ministérios Públicos e colaborou em 52 pedidos de apoio de diferentes forças públicas, fortalecendo a cooperação para garantir um ambiente mais seguro.
Estratégia de Enfrentamento
Em 2025, o Gaeco consolidou uma estratégia de asfixia financeira, buscando não apenas prender infratores, mas também desmantelar o financiamento do crime. Como resultado, foram indisponibilizados mais de R$ 10 milhões em bens, incluindo veículos de luxo e imóveis, enfraquecendo o poder das facções criminosas.
As operações do ano passado atacaram diversas frentes. A Operação Snow e a Blindspot, por exemplo, focaram na logística do tráfico de drogas, desarticulando esquemas que utilizavam empresas de transporte para camuflar cocaína em cargas legais, com a participação de policiais e ordens originadas de dentro do presídio.
No combate à corrupção, a Operação Malebolge investigou prefeituras e órgãos públicos, revelando fraudes em licitações e pagamentos de propinas a agentes públicos para favorecer determinadas empresas em contratos de serviços essenciais.
As operações Copertura e Fachada abordaram o uso de comércios e empresas de serviços para dar aparência legal ao lucro do crime, transformando dinheiro ilícito em patrimônio legítimo. A operação Successione focou na repressão às milícias do jogo do bicho, mapeando tentativas de novos grupos assumirem o controle após prisões anteriores.
Por fim, a Operação Ad Blocker destacou-se por suas ações no ambiente virtual, desmantelando redes que utilizavam fraudes eletrônicas e criptomoedas para financiar atividades criminosas.
Lista das Operações do Gaeco em 2025
Operação Snow (2ª fase) – 15 de janeiro: repressão ao tráfico de drogas e logística criminal.
Operação Ad Blocker – 28 de janeiro: combate à lavagem de dinheiro e crimes cibernéticos.
Operação Malebolge – 18 de fevereiro: repressão à corrupção e desvios de recursos públicos.
Operação Blindspot – 9 de julho: identificação de falhas em sistemas de segurança utilizados pelo crime.
Operação Malebolge (2ª fase) – 24 de julho: continuidade das investigações sobre irregularidades na administração pública.
Operação Blindspot (2ª fase) – 6 de agosto: nova etapa contra a rede de apoio logístico de facções criminosas.
Operação Spotless – 9 de setembro: investigação de ilícitos específicos.
Operação Copertura – 1º de outubro: desarticulação de empresas de fachada e esquemas ilícitos.
Operação Blindagem – 7 de novembro: fortalecimento da fiscalização e repressão ao crime organizado.
Operação Successione (4ª fase) – 25 de novembro: investigação sobre a sucessão e o comando de atividades ilícitas.
Operação Fachada – 3 de dezembro: repressão a negócios usados para ocultação de bens e lavagem de capitais.

