
No próximo domingo, 4 de outubro, mais de 158 milhões de brasileiros estarão aptos a votar. Escolheremos presidente da República, governadores, senadores e deputados. Não é uma eleição qualquer. São escolhas que influenciarão os rumos do país e dos Estados nos próximos quatro anos, além dos mandatos de oito anos dos senadores.
Confesso que chego a esta eleição preocupado e angustiado. Não por este ou aquele candidato, mas pelo tamanho da responsabilidade que cada um de nós terá diante da urna. Em poucos minutos, tomaremos decisões cujas consequências serão sentidas durante anos.
A democracia nos concede algo extraordinário: o direito de escolher quem exercerá o poder em nosso nome. O voto de uma pessoa vale exatamente o mesmo que o de qualquer outra. No domingo, ricos e pobres, empresários e trabalhadores, jovens e idosos terão nas mãos o mesmo instrumento: o voto.
E hoje ninguém pode dizer que faltam informações. Nunca foi tão fácil conhecer candidatos, trajetórias, propostas e partidos. A própria Justiça Eleitoral disponibiliza gratuitamente informações oficiais sobre candidaturas, declaração de bens, prestação de contas e, quando aplicável, propostas de governo.
Além disso, temos jornais, televisão, debates, entrevistas, internet e inúmeras outras fontes. Evidentemente, há também muita desinformação. Por isso, não basta receber uma mensagem no celular e acreditar nela. É preciso comparar, pesquisar e procurar fontes confiáveis.
Votar deveria ser como contratar alguém para administrar aquilo que temos de mais importante. Ninguém entrega as chaves de sua casa a uma pessoa sem procurar saber quem ela é. Por que faríamos isso com uma cidade, um Estado ou um país?
Nenhum candidato é perfeito. Nenhum governo resolverá todos os problemas. Mas o eleitor pode pesquisar a história de quem pede seu voto, conhecer suas propostas e verificar se aquilo que promete parece compatível com aquilo que já fez.
Também não deveríamos escolher movidos apenas pela raiva, pelo medo, pela paixão ou por uma mensagem recebida na véspera. Voto consciente exige alguns minutos de reflexão para uma decisão que produzirá efeitos durante anos.
A democracia não termina quando apertamos a tecla “confirma”. Depois da eleição, continuará sendo nossa responsabilidade acompanhar, cobrar e fiscalizar aqueles que forem eleitos. Mas tudo começa com a escolha que faremos neste domingo.
Por isso, desejo apenas que cada brasileiro chegue à urna informado e consciente da importância daquele momento. Nós também somos responsáveis pelo país que construímos. Domingo será o dia de exercer essa responsabilidade com serenidade, liberdade e consciência.
