A disputa pela presidência da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul mobiliza três integrantes do PL: Zé Teixeira, Paulo Corrêa e Coronel David. Com nove deputados estaduais eleitos, o partido pretende reivindicar o comando da Casa, mas o senador eleito e presidente estadual da legenda, Reinaldo Azambuja, defende que a bancada escolha um único representante antes de buscar apoio de outras siglas.
Na avaliação de Azambuja, a maior bancada eleita tem condições de pleitear a presidência, desde que consiga construir unidade interna e ampliar a articulação com os demais parlamentares.
“Temos de construir um consenso interno para lá na frente chegar com apenas um nome. Depois vamos precisar agregar os votos de outros partidos, pois só nove deputados não elegem ninguém, precisamos de pelo menos 14 votos”, declarou.
O dirigente considera que candidaturas concorrentes dentro do próprio PL podem enfraquecer a legenda nas negociações.
“Quem tem três não tem ninguém, se você começa dividido dentro de casa, não ganha nada. Primeiro precisamos ter consenso dentro do PL. Porém, acredito que ainda temos tempo para tratar da eleição para a Presidência da Assembleia Legislativa”, afirmou.
Entre os nomes citados, Coronel David confirmou que deseja concorrer, mas vinculou sua participação a um acordo entre os integrantes do partido.
“Tenho interesse, desde que haja um consenso dentro do partido”, declarou o deputado reeleito.
Paulo Corrêa também se apresentou como pré-candidato e afirmou que buscará apoio internamente, seguindo a orientação da direção estadual.
“Primeiro temos de obedecer à decisão do presidente do partido e, como o Reinaldo falou, o PL, com a maior bancada, é normal que reivindique a presidência da Assembleia Legislativa. Diante disso, posso dizer que, neste momento, sou pré-candidato ao cargo e vou trabalhar dentro da legenda para ser o escolhido e, se Deus quiser, conseguir ser o próximo presidente da Casa de Leis”, declarou.
Zé Teixeira, por sua vez, defendeu uma articulação que alcance todos os 24 deputados estaduais. Para ele, as conversas não podem ficar restritas aos nove eleitos pelo PL, porque a bancada depende de votos de outras legendas.
“Para se eleger um presidente da Assembleia Legislativa precisa de no mínimo 13 votos. Não adianta conversar entre nove, pois nove não elegem um presidente”, afirmou.
Enquanto Zé Teixeira mencionou um mínimo de 13 votos para a eleição, Azambuja declarou que o partido deve reunir pelo menos 14 apoios.
O deputado também atribuiu papel decisivo ao governador reeleito Eduardo Riedel (PP). Em sua avaliação, uma candidatura ao comando do Legislativo precisa contar com o respaldo do chefe do Executivo.
“Outra coisa é que essa eleição depende muito do governador Eduardo Riedel, sem o apoio dele não será possível”, declarou.
Zé Teixeira ressaltou que os interessados devem apresentar seus nomes e conquistar adesões, sem tentar impor uma candidatura aos colegas.
“Por isso, não discuto eleição para a presidência da Assembleia Legislativa com nove deputados estaduais, eu discuto com 24. Não existe você exigir ser candidato, você tem de colocar o nome à disposição e conquistar os votos necessários”, disse.
Ao falar sobre sua experiência, o parlamentar destacou os oito anos de atuação como primeiro-secretário e afirmou compreender a proposta de Azambuja de construir uma indicação consensual.
“Tenho a experiência de oito anos atuando como primeiro-secretário da Casa, período em que acredito ter realizado um excelente trabalho. Entendo perfeitamente a ideia defendida pelo senador Reinaldo Azambuja, considerando que o PL tem a maior bancada eleita”, afirmou.
O deputado também se colocou à disposição para negociar os apoios necessários dentro e fora do partido.
“Acho que o primeiro passo é conversarmos para chegar a um consenso da bancada dentro de Casa de Leis. Depois, o desafio é buscar o apoio dos demais deputados, pois sei que ninguém é escolhido presidente ou primeiro-secretário sozinho. Da minha parte, estou pronto para construir esses apoios”, declarou.
Após definir seu representante, o PL pretende intensificar o diálogo com a base de Riedel. Azambuja destacou a força do grupo aliado ao governador na Assembleia e a necessidade de entendimento com esses parlamentares.
O PP terá os deputados reeleitos Gerson Claro e Londres Machado, além do ex-prefeito de Ponta Porã, Hélio Peluffo. No PSDB, Caravina e Paulo Duarte conquistaram a reeleição, enquanto o ex-prefeito de Três Lagoas, Ângelo Guerreiro, também garantiu uma cadeira.
A composição citada pelo presidente estadual do PL inclui Rinaldo Modesto, reeleito pelo União Brasil, e Pedrossian Neto e Renato Câmara, ambos reeleitos pelo Republicanos. André Puccinelli, do MDB, e Lidio Lopes, do Avante, também estão entre os parlamentares mencionados nas futuras articulações.
Apesar de defender uma candidatura do PL à presidência da Assembleia, Azambuja afirmou que a prioridade imediata é a campanha de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República. Segundo ele, as negociações pelo comando do Legislativo estadual serão aprofundadas posteriormente.
“Primeiro, como presidente estadual do PL, é ajudar na eleição do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como presidente do Brasil, depois vamos pensar no comando da Assembleia, o mais importante agora é a eleição do Flávio, depois vamos discutir as outras eleições”, declarou.
