MPT recebeu relatos de intimidação, discriminação e ameaças de demissão; estado soma 60 registros em 2026
O encerramento da votação não pôs fim aos relatos de pressão política no ambiente de trabalho em Mato Grosso do Sul. Após o segundo turno, o Ministério Público do Trabalho (MPT-MS) recebeu 17 denúncias de assédio eleitoral, envolvendo situações como ameaças de demissão e discriminação por preferência política.
Até as 9h30 de 26 de outubro, o balanço estadual reunia 60 denúncias em 2026. Os registros incluem ainda boicotes, intimidações e recusa de contratação motivada pelo posicionamento político dos trabalhadores.
O cenário se repete no país. Mais de 590 denúncias chegaram ao MPT depois do segundo turno, elevando para 2.545 o número de manifestações contabilizadas neste ano.
Em Mato Grosso do Sul, publicações nas redes sociais também têm levado suspeitas ao conhecimento do órgão. Segundo o MPT-MS, os relatos passam por uma análise inicial, formalizada em procedimentos chamados Notícias de Fato. Nessa fase, são reunidos elementos para avaliar se há fundamento para dar continuidade à apuração.
Quando é necessário aprofundar a investigação, os casos podem seguir para procedimentos preparatórios ou inquéritos civis. O recebimento de uma denúncia, portanto, não significa que a prática já tenha sido comprovada.
Conforme as informações divulgadas, os responsáveis por casos confirmados poderão ser alvo de ações trabalhistas para interromper as condutas e reparar os danos. Entre as medidas possíveis estão pedidos de indenização por danos morais individuais ou coletivos.
Se a apuração apontar indícios de crime eleitoral envolvendo candidatos, os fatos poderão ser encaminhados ao Ministério Público Eleitoral.
Trabalhadores e testemunhas podem relatar as situações pelo canal de denúncias do MPT-MS, disponível on-line durante 24 horas. Também podem ser denunciadas condutas relacionadas ao trabalho praticadas por WhatsApp e redes sociais.
