O comércio e o setor de serviços de Campo Grande devem oferecer cerca de mil vagas temporárias no último trimestre de 2026. A estimativa da Associação Comercial e Industrial de Campo Grande (ACICG) representa uma redução de 9% em comparação às 1.100 oportunidades previstas para o mesmo período de 2025.
Realizado em outubro, o levantamento indica que os empresários estão mais cautelosos na hora de reforçar as equipes para as vendas de fim de ano. Entre os entrevistados, 73% pretendem repetir o volume de contratações temporárias do ano passado, 22% planejam ampliar o número de trabalhadores e 5% esperam contratar menos.
A disposição para aumentar as equipes perdeu força na comparação anual. Em 2025, 36% dos participantes da pesquisa manifestavam intenção de contratar mais funcionários.
Para o presidente da ACICG, Omar Aukar, a projeção também reflete o planejamento das empresas para reorganizar seus quadros. Na avaliação do dirigente, parte das oportunidades pode ser destinada a contratações permanentes, o que influencia a estimativa de vagas temporárias.
Dezembro concentra admissões
O reforço das equipes deve ocorrer principalmente em dezembro. Conforme a pesquisa, 32,35% dos empresários pretendem contratar na primeira quinzena do mês e 27,45%, na segunda.
Outros 11,76% programam admissões para novembro, enquanto 13,73% já contrataram trabalhadores. Há ainda 14,71% que não pretendem abrir vagas temporárias.
As contratações devem ser de pequeno porte na maioria dos estabelecimentos. Entre os empresários que informaram quantas oportunidades pretendem oferecer, aproximadamente 76% indicaram a admissão de até dois funcionários.
Menor intenção de efetivação
A possibilidade de permanência após o período de maior movimento também apresentou recuo. Neste ano, 75,3% dos empresários que responderam à pergunta disseram que pretendem efetivar os temporários. Em 2025, o percentual era de 88,6%, uma diferença de 13,3 pontos percentuais.
“Mesmo em um cenário mais cauteloso, o trabalho temporário continua sendo uma oportunidade de entrada no mercado formal. A efetivação dependerá das necessidades de cada empresa, do desempenho dos profissionais e dos resultados das vendas no fim do ano”, afirma Aukar.
Além da demanda por trabalhadores, os empresários acompanham os efeitos da política econômica sobre o consumo, o acesso ao crédito e os custos de funcionamento das empresas.
De acordo com o presidente da associação, o desempenho das vendas nas próximas semanas terá peso nas decisões sobre o tamanho das equipes e a manutenção dos postos de trabalho.
“Para o comércio, é fundamental que existam condições favoráveis para o consumidor comprar e para o empresário investir. O comportamento das vendas nas próximas semanas será importante para orientar as decisões sobre reforço das equipes e manutenção dos empregos”, avalia.
