Eleito senador por Mato Grosso do Sul neste domingo (4), o ex-governador Reinaldo Azambuja (PL) afirmou que pretende defender os interesses do Estado em Brasília e trabalhar para que o Brasil volte “à normalidade”. Em sua primeira entrevista após a confirmação da vitória, criticou o que considera interferências entre os poderes e defendeu que Executivo, Legislativo e Judiciário respeitem suas atribuições.
Azambuja e Capitão Contar, também do PL, conquistaram as duas vagas de Mato Grosso do Sul no Senado. Os mandatos serão de oito anos, de 2027 a 2034.
Às 18h28, com 97,5% das urnas apuradas, Azambuja tinha 34,76% dos votos válidos, enquanto Contar registrava 33,12%. Naquele momento, os dois já estavam matematicamente eleitos. Os percentuais consideram a soma dos votos destinados à primeira e à segunda vagas de senador.
Os dois acompanharam a apuração ao lado do governador reeleito Eduardo Riedel (PP), na residência do progressista, no Condomínio Beirute Residence Park, no Bairro Jardim Veraneio, em Campo Grande. Após a confirmação dos resultados, concederam entrevista antes de seguir para o Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE-MS).
Para Azambuja, a reeleição de Riedel no primeiro turno e a vitória dos dois candidatos do PL ao Senado demonstram a aprovação dos eleitores ao projeto construído pela aliança política no Estado.
O ex-governador afirmou que pretende retribuir o apoio recebido com dedicação às demandas de Mato Grosso do Sul e atuação no Congresso Nacional.
“Nós temos várias pautas que interessam muito a todos nós e eu tenho certeza que em Brasília a gente vai poder ajudar o Mato Grosso do Sul, a nossa gente, retribuir esse carinho, esse apoio que foi dado ao plantar um trabalho e, com dedicação, voltar à normalidade no Brasil”, declarou.
Ao abordar a relação entre os poderes, Azambuja disse que “não é normal essa interferência de um poder no outro”. Também afirmou que, a partir de fevereiro de 2027, defenderá a divisão de responsabilidades prevista para cada instituição.
“O Executivo executa, o Legislativo legisla, e o Judiciário julga quando há conflitos”, afirmou.
Contar destaca novo desafio
Capitão Contar agradeceu a confiança dos eleitores e o apoio do presidente nacional do PL, Valdemar da Costa Neto, e de Flávio Bolsonaro, candidato à Presidência da República. Segundo ele, “tudo o que foi combinado está sendo cumprido”.
O senador eleito classificou a atuação em Brasília como um novo desafio e atribuiu o resultado à construção conjunta da candidatura, marcada, segundo ele, pelo diálogo e pela transparência.
“É um time que foi construído com muito diálogo e muita transparência. Então, sentimento de dever cumprido. Agora é o novo desafio, nós vamos estar lá em Brasília representando o nosso estado do Mato Grosso do Sul fazendo o Brasil acontecer, o Congresso precisa dessa maioria, e isso está se consolidando”, declarou.
Disputa pelas duas vagas
No mesmo levantamento parcial, Vander Loubet (PT) aparecia em terceiro lugar, com 13,27% dos votos válidos, seguido por Soraya Thronicke (PSB), com 12,81%, e Roberto Oshiro (Novo), com 4,15%.
Na sequência estavam Beto do Movimento (PSOL), com 0,72%; Valter da Comagran (PRD), com 0,62%; Luiz Lemes (DC), com 0,20%; e Valderi Garcia (PCO), com 0,12%.
