A pesquisa Novo Ibrape divulgada nesta terça-feira mostra Reinaldo Azambuja com 26,1% e Capitão Contar com 24,8% no resultado consolidado das duas escolhas para senador. Soraya Thronicke aparece com 9,5% e Vander com 9,2%.
Considerados apenas os votos válidos, Reinaldo aparece com 32,7%, Contar com 31%, Soraya com 11,9% e Vander com 11,5%.
A Quaest de 25 de setembro também mostrou distância semelhante: Contar tinha 23%, Reinaldo 22%, Soraya 10% e Vander 8%.
A dificuldade para Vander fica ainda mais evidente quando se observa a evolução do Novo Ibrape. Entre julho e meados de setembro, Reinaldo passou de 22% para 25% e Contar de 19,2% para 23,4%. No mesmo intervalo, Vander oscilou de 9,6% para 8,2%.
Ou seja, enquanto os dois candidatos que lideram a disputa ampliaram suas intenções de voto naquele período, Vander permaneceu no segundo bloco.
Isso não permite antecipar o resultado das urnas, especialmente porque Mato Grosso do Sul elege dois senadores neste ano e ainda existe elevada indefinição sobre o segundo voto. No levantamento mais recente, 20,3% dos entrevistados ainda não haviam definido sua segunda escolha.
Mas os números deixam claro o tamanho do desafio enfrentado pelo deputado.
Zeca e Camila representam outro PT
Nas eleições proporcionais, a fotografia é diferente.
Zeca do PT disputa novamente uma cadeira na Assembleia Legislativa carregando um patrimônio eleitoral acumulado durante décadas. Ex-governador por dois mandatos e atualmente deputado estadual, ele é um dos nomes mais identificados historicamente com o partido em Mato Grosso do Sul. A própria Assembleia registra sua trajetória desde sua primeira eleição para deputado estadual e sua passagem pelo Governo entre 1999 e 2006.
Camila Jara também chega à campanha em posição distinta das candidaturas majoritárias. Eleita vereadora de Campo Grande em 2020 e deputada federal em 2022, disputa agora a permanência na Câmara.
Sua campanha também está entre as que receberam maior volume de recursos na disputa pela Câmara Federal em Mato Grosso do Sul, segundo dados do DivulgaCand compilados pelo Correio do Estado.
Não há, contudo, pesquisa pública suficientemente robusta localizada nesta reta final que permita afirmar que Zeca ou Camila já estejam com suas cadeiras asseguradas.
Nas eleições proporcionais, além da votação individual, entram no cálculo o desempenho da federação partidária, o quociente eleitoral e a distribuição das vagas. Por isso, mesmo candidatos conhecidos dependem do conjunto de votos obtidos por suas chapas.
O contraste petista
A eleição de 2026 pode acabar revelando duas realidades diferentes para o PT sul-mato-grossense.
Nas majoritárias, as pesquisas mostram Fábio Trad muito distante do primeiro colocado para o Governo e Vander Loubet atrás do grupo que hoje ocupa as duas primeiras posições na corrida pelo Senado.
Nas proporcionais, o partido deposita parte importante de suas expectativas em políticos que já possuem mandato, estrutura própria e eleitorado construído ao longo de outras eleições.
Para o PT, portanto, a votação de domingo não medirá apenas quantas cadeiras o partido conseguirá conquistar.
Também mostrará até que ponto a legenda consegue transformar sua marca nacional em força eleitoral própria em Mato Grosso do Sul — e quanto ainda depende de nomes individualmente consolidados para preservar espaço no Estado.
