Vídeos que circulam nas redes sociais mostram detentos do Presídio de Segurança Máxima de Campo Grande em uma suposta comemoração pelos 33 anos de criação do PCC (Primeiro Comando da Capital). A facção criminosa foi fundada em 31 de agosto de 1993, no sistema penitenciário de São Paulo.
Nas gravações, presos aparecem reunidos dentro da unidade prisional e há imagens de substâncias que seriam drogas. Em um dos registros, o detento responsável pela filmagem afirma que a movimentação seria uma celebração pelo aniversário da organização criminosa.
A Agepen-MS (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário) informou que os vídeos estão sendo analisados pelos setores responsáveis para identificar os envolvidos e definir as medidas que deverão ser adotadas.
“Os vídeos mencionados estão sendo analisados pelos setores competentes para adoção das medidas cabíveis e necessárias, bem como identificação dos envolvidos”, informou a agência.
Segundo a Agepen, o sistema penitenciário mantém ações permanentes para impedir a entrada de celulares, drogas e outros materiais proibidos nas unidades prisionais.
Entre as medidas citadas estão a utilização de scanner corporal durante as revistas, inspeções periódicas nas celas, operações pente-fino, monitoramento e interceptação de drones e reforço das telas instaladas nas unidades para dificultar o arremesso de objetos para dentro dos presídios.
Não é a primeira vez que registros de comemorações relacionadas ao aniversário do PCC surgem dentro do sistema prisional de Mato Grosso do Sul. Em 2016, imagens semelhantes mostraram presos celebrando a data.
Na ocasião, entre os detentos que apareceram nas fotografias estava Alexandre Barreto de Castro, conhecido como Alexandrinho. Ele cumpria pena pelo assassinato do policial militar Rony Maickon Varoni de Moura da Silva. Depois de deixar a prisão, Alexandre morreu durante confronto com a Polícia Militar, em 2022.
Origem do PCC
O PCC surgiu em 31 de agosto de 1993 no Anexo da Casa de Custódia de Taubaté, no interior de São Paulo, unidade que ficou conhecida como Piranhão.
A origem da organização é atribuída a oito detentos que, durante uma partida de futebol, formaram um grupo inicialmente chamado Comando da Capital. Eles haviam sido transferidos para a unidade após episódios de indisciplina no sistema prisional paulista.
Nos primeiros anos, integrantes da facção afirmavam que o grupo tinha como objetivo reagir às condições encontradas nas prisões de São Paulo e também fazer referência às mortes ocorridas durante o massacre do Carandiru.
O episódio aconteceu em 2 de outubro de 1992, quando uma intervenção da Polícia Militar na antiga Casa de Detenção de São Paulo terminou com 111 presos mortos no Pavilhão 9.
