A recém-nascida Ayla Emanuelly, resgatada no Paraguai após ser sequestrada em Campo Grande, já foi repatriada e permanece sob os cuidados do Conselho Tutelar em uma unidade de acolhimento em Ponta Porã. A bebê passa bem, já se alimentou normalmente e deverá ser transferida para Campo Grande nas próximas horas, onde será entregue à família após a conclusão dos procedimentos legais.
Antes de retornar ao Brasil, a criança recebeu atendimento médico no Hospital Regional de Pedro Juan Caballero, no Paraguai. Após avaliação clínica, foi constatado que seu estado de saúde é considerado bom.
Segundo o Conselho Tutelar, por se tratar de um caso envolvendo resgate em território estrangeiro, é necessário cumprir o protocolo de repatriação e os trâmites determinados pela Justiça antes da liberação da recém-nascida aos familiares.
Família acompanha o caso
Enquanto aguarda a chegada da bebê, a mãe, de 17 anos, e outros familiares permanecem em Campo Grande acompanhando o trabalho das autoridades.
A adolescente relatou os momentos de tensão vividos durante o sequestro. Ela afirmou que ficou mantida em cativeiro por mais de 13 horas ao lado da irmã, de 12 anos, até que a bebê fosse localizada na madrugada de domingo (9), em Pedro Juan Caballero.
Casal foi preso
Ayla Emanuelly foi encontrada durante uma operação conjunta das forças de segurança brasileiras e paraguaias. Um homem e uma mulher foram presos no bairro Virgen de Caacupé, em Pedro Juan Caballero, suspeitos de participação no sequestro.
A localização da criança ocorreu após troca de informações entre as polícias dos dois países, dentro dos mecanismos de cooperação internacional.
Os suspeitos permanecem à disposição do Ministério Público do Paraguai, enquanto são analisados os procedimentos para que sejam entregues à Justiça brasileira.
Investigação continua
As investigações também apuram a participação de outros envolvidos no crime. No sábado (8), um homem foi preso em Campo Grande suspeito de ter cedido um imóvel onde a bebê teria sido mantida após o sequestro. Ele alegou desconhecer a finalidade do empréstimo da residência, versão que segue sendo investigada pela Polícia Civil.
A apuração busca esclarecer toda a dinâmica do sequestro e identificar a participação de cada um dos envolvidos no caso.
