Suspeito foi localizado em uma casa no Bairro Universitário; imóvel teria sido emprestado a conhecido para esconder a recém-nascida
Um homem que não teve o nome divulgado foi preso neste sábado (8), suspeito de envolvimento no sequestro de Ayla Emanuelly Pereira de Souza, recém-nascida de 28 dias desaparecida em Campo Grande. A prisão ocorreu em uma casa no Bairro Universitário.
O suspeito foi localizado por uma equipe do Garras (Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Banco, Assaltos e Sequestros), que atua em apoio à DEPCA (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente), responsável pela investigação do desaparecimento.
Após ser preso, o homem foi levado para a sede da DEPCA, onde permanece à disposição da investigação.
Desde sexta-feira (7), equipes policiais realizam diligências em diferentes endereços para tentar localizar Ayla e esclarecer as circunstâncias do desaparecimento. Na manhã deste sábado, uma operação foi iniciada por volta das 6h.
Dono da casa diz não saber para que imóvel seria usado
Conforme informações apuradas durante a investigação, o homem preso é proprietário da casa onde a bebê teria sido escondida. O imóvel teria sido emprestado a um conhecido.
A mãe e a irmã do suspeito estiveram na delegacia e afirmaram que ele não teria participação no desaparecimento de Ayla. Segundo as familiares, o homem conhece o suspeito apontado na investigação, mas não sabia qual seria a finalidade do imóvel.
Até o momento, a Polícia Civil não divulgou oficialmente a identidade do preso nem detalhou quais elementos levaram à prisão.
Bebê desapareceu após mãe receber proposta de trabalho
Ayla está desaparecida desde quinta-feira (6). O registro da ocorrência foi feito na manhã de sexta-feira (7), quando a família procurou as autoridades.
Segundo o relato apresentado anteriormente pela mãe da bebê, uma adolescente de 17 anos, ela teria sido atraída até uma residência após receber uma proposta de R$ 100 para cuidar de outra criança.
A jovem afirmou que foi ao endereço acompanhada da irmã, de 12 anos, e levou Ayla.
Ainda conforme o depoimento, as duas adolescentes teriam sido rendidas dentro do imóvel e mantidas contra a vontade. A mãe contou que percebeu, durante o período em que permaneceu no local, que o objetivo dos envolvidos seria ficar com a recém-nascida.
Desde o início da investigação, familiares foram ouvidos na DEPCA e policiais passaram a realizar diligências com base nas informações fornecidas nos depoimentos.
Diferentes versões sobre o desaparecimento surgiram durante a apuração, e a Polícia Civil ainda trabalha para reconstruir toda a dinâmica do caso.
Alerta Amber amplia buscas
O desaparecimento de Ayla também passou a ser divulgado pelo Alerta Amber Brasil, sistema utilizado para ampliar a divulgação de casos envolvendo crianças e adolescentes desaparecidos considerados de alto risco.
A Polícia Civil mantém as buscas pela recém-nascida e realiza diligências para identificar outros possíveis envolvidos e esclarecer o que aconteceu com a criança.
Até o momento, Ayla continua desaparecida.
