O governador Eduardo Riedel (PP) se aproxima do fim de seu primeiro mandato com altos índices de aprovação popular, o que fortalece a perspectiva de conquistar a reeleição já no primeiro turno das eleições gerais deste ano.
A avaliação é do diretor do Instituto de Pesquisa Resultado (IPR), Aruaque Fressato Barbosa, que analisou o desempenho do atual chefe do Executivo estadual em comparação com o ex-governador Reinaldo Azambuja (PL) no mesmo período de governo.
Segundo o especialista, os dados revelam contextos distintos em momentos equivalentes dos ciclos políticos. Enquanto Azambuja encerrou o primeiro mandato com aprovação em torno de 50%, Riedel apresenta índices mais elevados ainda durante a gestão, variando entre 65% e mais de 75%.
Além disso, o atual governador também registra níveis menores de rejeição, situados entre 15% e 20% em alguns levantamentos, o que amplia seu potencial de apoio eleitoral. Na avaliação de Barbosa, essa diferença tem impacto direto no cenário político.
Em 2018, Azambuja enfrentou uma disputa acirrada e venceu apenas no segundo turno, com margem estreita. Já o quadro atual indica uma vantagem estrutural mais consistente para Riedel.
Apesar do cenário favorável, o diretor do IPR ressalta que a aprovação administrativa não garante automaticamente o resultado nas urnas. Fatores como economia, formação de alianças e eventos ao longo do período eleitoral podem alterar o rumo da disputa.
Ainda assim, os indicadores apontam que Riedel chega à fase final do mandato em posição mais confortável do que a de seu antecessor, com menor risco eleitoral e maior margem para sustentar seu projeto de reeleição.
A comparação entre os dois momentos reforça a diferença de posicionamento. Em 2018, Azambuja apresentava aprovação considerada suficiente, entre 50% e 55%, após um início de governo marcado por ajustes fiscais e desgaste político. Mesmo assim, o ambiente era competitivo, com rejeição relevante e decisão apenas no segundo turno.
No caso atual, o cenário é mais positivo. Riedel reúne índices superiores de aprovação e menor resistência do eleitorado, o que amplia sua segurança política na disputa.
Na prática, conforme a análise, isso indica que o governador chega à reta final do primeiro mandato com condições mais favoráveis de reeleição do que aquelas enfrentadas por Azambuja no pleito anterior, mantendo vantagem nas intenções de voto e menor nível de rejeição.
