Dois acusados de envolvimento nos assassinatos do advogado Cássio de Souza, de 40 anos, e do servidor público municipal Hugo Centurião Enciso, de 49, ocorridos na madrugada de ontem em Caarapó (a 274 km de Campo Grande), foram presos na manhã desta segunda-feira (2). Os nomes não foram divulgados.
De acordo com a Polícia Civil, os dois homens foram localizados em Juti, cidade vizinha de Caarapó, e estão sendo levados para a delegacia, para serem interrogados. Um terceiro suspeito ainda está foragido. O revólver usado nos crimes foi apreendido. As prisões foram feitas pela Polícia Militar em trabalho conjunto com policiais civis.
Dois homens foram executados a tiros na madrugada deste domingo (1º), em Caarapó. As vítimas foram identificadas como o advogado Cássio de Souza e o servidor público Hugo Centurião Enciso. O crime ocorreu em frente a uma residência na rua Américo Vesúvio, no bairro Capitão Vigário.
De acordo com informações apuradas, os dois teriam se envolvido em uma briga em um bar pouco antes do crime. Em seguida, chegaram ao local em uma picape, estacionaram em uma estrada próxima e caminharam até a casa de um homem que já foi identificado pela polícia como principal suspeito.
Ambos foram atingidos por disparos nas costas. Hugo morreu no meio da rua. Já Cássio foi encontrado sem vida no quintal da residência. Equipes da Polícia Civil estiveram no local para iniciar as investigações, e os corpos foram encaminhados ao Instituto Médico Legal (IML).
O caso é tratado como duplo homicídio. A polícia trabalha para esclarecer a dinâmica dos fatos, apurar a motivação do crime e confirmar a autoria dos disparos.
Cássio tinha inscrição ativa na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e possuía antecedentes criminais, entre eles apropriação indébita, estelionato, violência doméstica, exercício ilegal da profissão e difamação. Hugo era servidor efetivo do município, lotado na Secretaria Municipal de Planejamento, e havia contratado o advogado para representá-lo em um processo judicial.
Imagens compartilhadas nas redes sociais indicam que os dois teriam participado de uma discussão em um bar momentos antes da execução.
