Cheirinho de Bernal! Pedido de cassação da prefeita por compra de votos em 2024 no MPF já faz fumaça!

O MPF (Ministério Público Federal), por meio da Procuradoria Eleitoral, deu parecer pela cassação dos mandatos da prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes (PP), bem como da sua vice, Camilla Nascimento (Avante), pela existência de “provas robustas da compra de votos nas eleições de 2024”.

Se o processo andar e a prefeita cair, vai ser o segundo caso nos últimos anos. O ex-prefeito Alcídes Bernal foi cassado pela Câmara em 2014. Campo Grande não merece isso!

Além de perderem os mandatos, elas correm o risco de ficarem inelegíveis por oito anos, conforme parecer do procurador regional Eleitoral Luiz Gustavo Mantovani. O parecer faz parte da investigação judicial eleitoral protocolada no ano passado pelo PDT e pelo DC.

Os dois partidos também denunciaram a progressista por abuso de poder econômico de autoridade com viés religioso, abuso de poder político e abuso ao disseminar informações falsas contra a adversária, a ex-deputada federal Rose Modesto (União Brasil).

Em primeira instância, apesar das provas juntadas aos autos, o pedido foi julgado improcedente pela juíza Denize de Barros Dodero, da 36ª Zona Eleitoral. O DC e o PDT recorreram ao TRE-MS (Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul) e o relator é o juiz Alexandre Antunes da Silva, sendo que o parecer do procurador Eleitoral foi anexado na última quarta-feira (26).

“Trata-se aqui de evidente reprovabilidade ética das condutas, da mais alta perniciosidade e de efeitos deletérios para o tecido social da política e da sociedade brasileira quanto à repulsiva mácula da corrupção, bem como da necessidade de eventual responsabilização individual de cada indivíduo aqui citado nas diversas esferas independentes, com gravidade de, por si só, macular a legitimidade e normalidade da disputa eleitoral e desfigurar a igualdade da competição’, pontuou Luiz Gustavo Mantovani.

Conforme a denúncia, houve provas com pagamento por meio de Pix e gravação de vídeos sobre a compra de votos por assessores de Adriane Lopes. No Bairro Aero Rancho, cerca de 200 veículos foram reunidos em um campo de futebol, onde o coordenador da campanha teria repassado R$ 100 para cada veículo adesivado com a campanha pela reeleição da atual prefeita.

Em outro caso, houve reunião no Parque dos Laranjais, onde os participantes receberam R$ 100 cada para votar na progressista. Sebastião Martins Vieira testemunhou que recebeu R$ 400 pelo trabalho e R$ 2 mil para a compra de votos do assessor da prefeita identificado como Darci.

O valor foi distribuído entre os moradores do Bairro Caiobá. Houve comprovante do pagamento via Pix por assessores nomeados no gabinete de Adriane, que depois foram distribuídos entre os eleitores que se dispusessem a votar na prefeita.

“No caso sob análise, há elementos que convergem para a comprovação da existência de captação ilícita de sufrágio – a odiosa ‘compra de votos’ – em favor da campanha de ADRIANE LOPES, com a sua participação indireta e anuência’, destacou o procurador regional Eleitoral.