Um taxista boliviano, cuja identidade não foi revelada, foi preso ao tentar entrar no Brasil carregando milhares de cédulas falsas de reais e dólares. A detenção ocorreu no Posto Esdras, na fronteira entre o Brasil e a Bolívia, em Corumbá (MS), na noite de sábado (3), durante uma operação conjunta da Receita Federal e da Polícia Militar.
O suspeito declarou que as notas foram impressas em Santa Cruz, na Bolívia, e tinham como destino feiras populares em Corumbá. Ele alegou que as cédulas falsas seriam utilizadas em um ritual tradicional boliviano que envolve oferendas à Pachamama, deusa venerada no país vizinho.
De acordo com a Polícia Federal, a falsificação de moeda é um crime previsto no Código Penal Brasileiro, com penas que variam de três a 12 anos de reclusão, além de multas. A legislação também impõe sanções para quem importa, exporta, adquire, vende, troca, cede, empresta, guarda ou coloca em circulação moeda falsa, independentemente da finalidade apresentada.
O taxista foi levado à Polícia Federal, que ficará encarregada do inquérito e do processo criminal. A Polícia Federal recomenda que a população esteja atenta a diferentes elementos de segurança nas cédulas verdadeiras. Entre os principais, destacam-se:
- Faixa holográfica que alterna o valor e a palavra “reais” ao movimentar a nota
- Imagem de um animal com coloração visível
- Fio escuro com a inscrição “R$ 100” ou “R$ 200”, visível quando a nota é iluminada
- Relevo tátil em partes da nota
- Alinhamento de elementos gráficos na frente e verso, visíveis contra a luz
