O secretário municipal de Juventude de Campo Grande, Paulo Cesar Lands Filho, 38 anos, é alvo de investigação da Polícia Civil por suspeita de estupro de vulnerável. A denúncia foi formalizada por um servidor de 22 anos que trabalhava na mesma pasta.
De acordo com o boletim de ocorrência, o jovem relatou que, em 17 de julho de 2025, após expediente no órgão municipal, teria aceitado uma carona oferecida pelo secretário. Durante o trajeto, na Avenida Mato Grosso, o chefe da pasta teria feito toques nas partes íntimas da vítima, causando constrangimento.
Ainda conforme o registro policial, o servidor afirmou que permaneceu em silêncio por temer represálias, já que era subordinado ao então secretário, que também é irmão do vereador Wilson Lands. Após o episódio, segundo o relato, o secretário teria passado a enviar mensagens com insinuações de cunho sexual e a insistir em investidas, mesmo após negativa expressa do funcionário.
O denunciante também relatou que, em momentos em que estavam sozinhos no ambiente de trabalho, teria sido alvo de abraços forçados e toques corporais. Em uma das ocasiões, o secretário teria feito comentário de teor sexual considerado ofensivo pela vítima.
O caso classificado como estupro de vulnerável teria ocorrido durante uma confraternização do órgão, quando, segundo o relato, o jovem ingeriu bebida alcoólica em excesso e ficou em situação de vulnerabilidade. O secretário teria novamente oferecido carona e levado o servidor até sua residência. No local, conforme a denúncia, o funcionário teve as roupas retiradas e sofreu abuso sexual.
Há ainda o relato de um novo episódio, em 16 de janeiro deste ano, quando o secretário teria oferecido outra carona e tentado uma nova aproximação física. O servidor afirma que houve tentativa de beijo e toques íntimos, além de comentários sobre seu corpo. Ele declarou que pediu para ir embora por receio de chegar atrasado ao trabalho e sofrer punição, ocasião em que teria ouvido que o secretário poderia chegar ao expediente no horário que quisesse.
Posteriormente, o denunciante afirmou ter sido demitido após reclamações atribuídas ao secretário. O caso foi registrado na 3ª Delegacia de Polícia de Campo Grande e segue sob investigação. O espaço permanece aberto para manifestação dos citados.
