PRF suspeita da existência de fábricas clandestinas de cigarros no Estado. Vai lá e fecha, oras!

A PRF (Polícia Rodoviária Federal) suspeita da existência de fábricas clandestinas de cigarros em Mato Grosso do Sul devido à diminuição de apreensões de cigarros contrabandeados.

Em entrevista ao Correio do Estado, o superintendente da PRF, João Paulo Pinheiro Bueno, declarou que o crime de contrabando pode ter mudado sua atuação no Estado, o que possivelmente fez diminuir o número de apreensões anuais de cigarros nas rodovias.

“Antes o contrabando de cigarro era muito maior aqui em Mato Grosso do Sul, hoje em dia reduziu bastante, não tem tanto como tinha antes. O que a gente entende desta mudança é que muitas dessas fábricas de cigarros passaram a atuar dentro do nosso país e, possivelmente, é isso que está acontecendo”, informou.

Ainda de acordo com o superintendente da PRF, ainda não há indícios claros da instalação de fábricas clandestinas no Estado, mas em grandes centros, como Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro, a fiscalização para desmantelar possíveis fábricas é muito difícil de ser feita.

Segundo dados da Receita Federal, de janeiro a dezembro de 2023, a Polícia Federal e a PRF apreenderam 27.090.650 de maços de cigarro contrabandeados em Mato Grosso do Sul, que gerariam um lucro total de R$ 135,7 milhões para os contrabandistas.

Já em 2024 os números apresentaram uma queda de 26% em relação aos registrados no ano anterior, e as forças policiais aprenderam no período 20.044.645 de maços contrabandeados, avaliados em R$ 102 milhões. Neste ano, dados de janeiro e fevereiro mostram que já foram apreendidos 4.224.318 de maços no Estado, estimados em R$ 22.429.319,70.