Uma petição que solicita a intervenção nos serviços do Consórcio Guaicurus e o término do contrato com a empresa começou o ano com mais de 10,4 mil assinaturas. O documento, apoiado por milhares de moradores da Capital, foi lançado em 23 de setembro de 2025, logo após a conclusão da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Transporte Coletivo.
Embora o número de assinaturas seja significativo, representa apenas 11,16% da média diária de passageiros em Campo Grande. Segundo a Agência Municipal de Meio Ambiente e Planejamento Urbano (Planurb), no 32º Perfil Socioeconômico do Município, com dados de 2023, aproximadamente 116.166 pessoas utilizam o transporte coletivo diariamente. O estudo revela que a frota do Consórcio Guaicurus é composta por 470 veículos, distribuídos em 166 linhas.
A iniciativa da petição partiu do vereador Maicon Nogueira (PP), que criou a ação como uma forma de dar voz à população diante dos constantes problemas enfrentados pelos usuários do sistema. Além da mobilização digital, uma equipe do parlamentar percorreu diversos pontos da cidade para coletar assinaturas presencialmente.
Os interessados em apoiar a petição podem assinar diretamente pelo celular. Para participar, basta acessar o site onde o documento está disponível e preencher as informações solicitadas, como nome completo, telefone e CPF. O acesso pode ser feito clicando neste link.
No dia 17 de dezembro de 2025, o Poder Judiciário de Mato Grosso do Sul reconheceu indícios de má gestão e execução do transporte coletivo em Campo Grande, decidindo dar andamento à Ação Popular que solicita a intervenção da Prefeitura Municipal nos serviços operados pelo Consórcio Guaicurus.
A decisão determina que, em até 30 dias, ou seja, até 16 de janeiro deste ano, o Município deve instaurar um processo administrativo de intervenção no contrato com o Consórcio, designar um interventor e apresentar um plano de ação com cronograma para regularizar a situação do Transporte Urbano, sob pena de multa diária de R$ 300 mil.
A Tutela de Urgência foi deferida pelo juiz Eduardo Lacerda Trevisan, na ação movida pelo advogado Lucas Gabriel de Souza Queiroz Batista contra a Agência Municipal de Regulação dos Serviços Públicos (Agereg), a Agência Municipal de Transportes e Trânsito (Agetran), o Consórcio Guaicurus SA e o Município de Campo Grande.
