O ex-governador Reinaldo Azambuja mostrou hoje a sua liderança no PL de MS e filiou cindo deputados estaduais com mandato na sigla de olho na eleição de Flávio Bolsonaro, o Partido Liberal.
A sigla também passa a contar com reforços de peso: os deputados estaduais Mara Caseiro, Zé Teixeira e Paulo Corrêa, egressos do PSDB, além de Márcio Fernandes, que deixa o MDB, e Lucas de Lima, atualmente sem partido.
Segundo o ex-governador Reinaldo Azambuja, o grupo chega alinhado a um projeto nacional. “Formamos uma base aliada, todos engajados na eleição do Flávio [Bolsonaro]. Nossa prioridade é eleger o próximo presidente da República, e acredito que estamos bem encaminhados”, afirmou.
A filiação em bloco altera a correlação de forças na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul e enfraquece a bancada do PSDB, que já vinha perdendo protagonismo desde a saída de sua principal liderança no Estado.
Mesmo com a chegada de nomes experientes da política sul-mato-grossense, Azambuja reforçou que o foco da legenda é impedir a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “O PL tem se fortalecido pelo esforço coletivo das lideranças que já estavam e das que chegaram. Nosso compromisso é com Bolsonaro, com Valdemar Costa Neto e com Rogério Marinho”, declarou, acrescentando que o objetivo é evitar um quarto mandato do petista.
O ex-governador também relembrou o cenário das eleições de 2022 para justificar a estratégia partidária. Segundo ele, a distribuição de votos entre as siglas acabou beneficiando alguns candidatos em detrimento de outros. “Houve partidos em que candidatos com 25 mil votos ficaram de fora, enquanto outros se elegeram com cerca de 15 mil”, pontuou.
Casos concretos ilustram essa distorção: Lia Nogueira (PSDB) e Professor Rinaldo (Podemos) conquistaram vagas com cerca de 13 mil votos, enquanto o atual prefeito de Dourados, Marçal Filho, então no PP, não se elegeu mesmo com aproximadamente 24 mil votos.
Cenário interno
Sobre as articulações internas, Azambuja afirmou que o partido seguirá focado no projeto ligado a Flávio Bolsonaro ao menos até julho, quando ocorrem as convenções partidárias.
“Temos até julho para definir quem vai compor a chapa. O mais importante é que a federação está priorizando essa eleição. Conseguir lançar dois candidatos ao Senado pelo PL já demonstra nossa força no Estado”, disse.
Ele destacou ainda que a definição será pautada pela viabilidade eleitoral. “Vamos fazer política com responsabilidade, buscando força para eleger dois senadores — ou um senador e uma senadora. Ninguém vai abrir mão da lógica eleitoral. Vamos trabalhar até julho e ir para o embate com o objetivo de derrotar nosso principal adversário, que é o Lula.”
A expectativa do ex-governador é que o partido consiga eleger ao menos sete deputados estaduais nas eleições de 2026.
