A organização criminosa liderada pela família Razuk continua suas atividades em Mato Grosso do Sul, mesmo após diversas prisões e as fases da Operação Successione.
A 4ª fase da operação, realizada pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial e Repressão ao Crime Organizado) em 25 de novembro de 2025, revelou que o grupo não apenas se manteve ativo, mas também se reorganizou e ampliou sua atuação.
De acordo com a denúncia apresentada à Justiça pelo Gaeco, as ações anteriores não foram suficientes para desarticular a milícia.
As investigações indicam que a organização permanece desafiando o poder público, com o objetivo de monopolizar o jogo do bicho em cidades como Campo Grande e Dourados, além de outras localidades no interior do estado.
A 4ª fase da operação foi autorizada pelo Juízo do Núcleo de Garantias da 1ª Circunscrição, após o Gaeco demonstrar a continuidade das atividades criminosas e a periculosidade dos envolvidos.
Os mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Mato Grosso do Sul, Paraná, Goiás e Rio Grande do Sul, evidenciando a extensão territorial do grupo.
O Ministério Público enfatiza que a recente ofensiva demonstra que a organização não foi desmantelada, mas se adaptou.
A acusação observa que o grupo continua a operar fortemente em várias cidades do estado, sustentado por dinheiro, violência e corrupção.
A denúncia destaca que, mesmo após as fases anteriores da investigação, a organização ampliou sua atuação criminosa dentro de Mato Grosso do Sul, alcançando outras cidades.
Além disso, a família Razuk conseguiu expandir seus negócios para fora do estado, com ordens de busca cumpridas em outros estados, evidenciando ramificações e circulação de recursos.
Os promotores responsáveis pela acusação descrevem a quadrilha como bem estruturada, com divisão de tarefas e liderança centralizada no patriarca Roberto Razuk e seus filhos, incluindo o deputado estadual Roberto Razuk Filho, conhecido como “Neno Razuk”. Para o Gaeco, o grupo é armado, violento e sustentado por uma rede de corrupção e lavagem de dinheiro.
A investigação revelou que a organização criminosa permanece em plena atividade, com novos integrantes sendo identificados.
O cumprimento dos 32 mandados de busca e apreensão resultou na coleta de um volume significativo de provas, incluindo R$ 274.900,00 em dinheiro, 1.065 dólares em espécie, armas de fogo, máquinas de jogo do bicho e documentos detalhando as operações ilegais.
Durante a operação, os policiais também abordaram bancas de jogo do bicho em Dourados, onde responsáveis foram detidos em flagrante, com a apreensão de máquinas e materiais relacionados às apostas.
Para o Ministério Público, essa ação reforça que as atividades ilícitas estavam em andamento no momento da operação, desmentindo qualquer alegação de interrupção das práticas criminosas.
