As condições precárias dos ônibus do transporte coletivo urbano em Campo Grande continuam fazendo vítimas no município. A última foi um passageiro cadeirante, que ficou impedido de embarcar porque quebrou o elevador do veículo que fazia a linha 61 (Shopping Campo Grande/Terminal Moreninhas), no ponto localizado em frente ao Fort Atacadista da Avenida das Cafezais.
A reportagem entrou em contato com o Consórcio Guaicurus, responsável pelo serviço de transporte coletivo urbano de Campo Grande, para buscar um posicionamento sobre o caso, mas foi ignorada.
Recentemente, o sucateamento e superlotação nos ônibus disparam denúncias na CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) aberta pela Câmara Municipal para apurar a qualidade do serviço oferecido pelo Consórcio Guaicurus.
Análise de 452 denúncias recebidas pela ouvidoria da CPI no mês de julho apontou que o assunto campeão de queixas foi a má conservação ou falta de manutenção dos ônibus, representando mais de um terço das reclamações.
O serviço prestado em Campo Grande é recorrentemente alvo de reclamação da população, que paga caro por veículos sucateados. As denúncias foram agrupadas em grandes eixos temáticos para identificar as principais denúncias. A análise identificou que quase 70% das denúncias envolvem má conservação (168), superlotação (79) e “outros” (67) – problemas diversos.