Um homem de 43 anos foi condenado a 32 anos, 10 meses e 23 dias de prisão por torturar a esposa e mantê-la em cárcere privado por aproximadamente duas décadas, em Campo Grande. Ele também recebeu condenação pelos crimes de estupro, estupro de vulnerável e lesões físicas e psicológicas praticadas contra a mulher e as filhas do casal. A sentença foi proferida pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul.
O caso foi descoberto em abril de 2025, no bairro Jardim Colibri. Conforme consta no processo, a vítima era impedida de sair de casa e vivia sob constantes agressões. Ao longo dos anos, foi submetida a torturas com martelo, mangueira e raquete elétrica, além de sofrer violência sexual reiterada.
As investigações apontaram que o réu instalou câmeras de segurança para monitorar a residência de forma contínua. As filhas do casal também eram ameaçadas para que não denunciassem os crimes.
Segundo os autos, a mulher era obrigada a vestir as roupas escolhidas pelo agressor e a manter a aparência física conforme as imposições feitas por ele.
Na época da prisão, o homem tentou fugir quando os policiais chegaram ao imóvel, mas foi detido em flagrante. Em um dos quartos, foi apreendido um revólver calibre .38 e identificado o sistema de monitoramento 24 horas.
Ao fundamentar a decisão, a magistrada ressaltou a gravidade dos delitos, a longa duração das violências, o intenso sofrimento causado às vítimas e a necessidade de aplicação de pena compatível com os crimes. Também foi fixada multa.
