Gavetas vazias, vitrines sem brilho e funcionários contabilizando o que restou. O cenário encontrado na joalheria furtada em Ponta Porã revela o tamanho do prejuízo — estimado pela família em ao menos R$ 1 milhão —, mas também expõe algo que, segundo os proprietários, não foi levado: a disposição para recomeçar.
O furto ocorreu no fim de semana na loja localizada na Avenida Brasil, a principal via da cidade, a menos de 200 metros de Pedro Juan Caballero, no Paraguai. Os criminosos abriram um buraco na parede do estabelecimento e levaram diversas peças em ouro.
A Polícia Civil investiga o caso. Equipes da Polícia Militar, da Polícia Civil e da Polícia Científica estiveram no local na manhã de segunda-feira (9), quando o crime foi descoberto. Foram realizados procedimentos de papiloscopia e perícia criminal para coleta de vestígios. Imagens de câmeras de segurança da região estão sendo analisadas para identificar quantas pessoas participaram da ação.
Enquanto a investigação avança, a família decidiu falar publicamente sobre o impacto do crime. Em um vídeo gravado dentro da loja revirada, uma das proprietárias relembra a trajetória do negócio, iniciado há 35 anos pela mãe, que começou vendendo poucas peças de porta em porta.
Segundo ela, o estoque representava mais que mercadoria. “Era o futuro de cinco famílias, a segurança dos meus pais, o caminho meu e das minhas irmãs. O que existia ali dentro não era um estoque, era um legado”, relata.
Ainda emocionada, a empresária afirma que, apesar do prejuízo, a decisão é continuar. “Vamos recomeçar, peça por peça, cliente por cliente, como tudo começou”, diz no vídeo, no qual também agradece aos clientes que acompanham a joalheria há décadas.
Os proprietários ainda fazem o levantamento detalhado das peças levadas, o que impede a divulgação da quantidade exata de itens furtados.
O caso segue sob investigação.
